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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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MP recomenda indiciamento de 11 pessoas em acidente da TAM

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O promotor Mário Luiz Sarrubbo, do Ministério Público de São Paulo, concluiu parecer sobre o acidente que ocorreu com o Airbus da TAM no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, e recomendou o indiciamento de 11 pessoas. “Pesam indícios de responsabilidade penal [contra essas pessoas] por não observância das regras técnicas de sua profissão”, afirmou o promotor.

O parecer será encaminhado ao Ministério Público Federal para servir de base a uma possível denúncia que o órgão deve fazer do caso. O acidente ocorreu no dia 17 de julho do ano passado e causou a morte de 199 pessoas.

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O promotor Rodrigo De Grandis, do Ministério Público Federal, informou que só deve receber o parecer em 2009. “Não há previsão para o recebimento, mas temos o recesso, que vai do dia 20 de dezembro a 6 de janeiro. Acredito que vou receber isso só no ano que vem”. Ele não quis adiantar se oferecerá denúncia contra os envolvidos.

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Ele sugere o indiciamento das mesmas pessoas que já haviam sido apontadas pela polícia – funcionários da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Infraero e da TAM – , com exceção dos dois funcionários da Infraero que mediram a lâmina de água da pista no dia do acidente. Sarrubbo recomenda ainda que outros três funcionários da TAM, além do que já haviam sido citados pela polícia, sejam indiciados.

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Na visão do promotor, o acidente ocorreu por causa das más condições da pista, da posição errada das manetes de aceleração e desaceleração do avião e do mal gerenciamento de risco por parte da Anac, da Infraero e da TAM.

Em seu parecer, o promotor lista como possíveis indiciados da TAM: Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, diretor de segurança de vôo da empresa, Orlando Bombini Júnior, chefe de pilotos, Alex Frischmann, era o chefe de equipamento Airbus A 320 da TAM, Abd El Salam Abd El salam Kishk, gerente de engenharia de operações da empresa e Alberto Fajerman, era o vice-presidente de operações.

Da Infraero, o promotor cita José Carlos Pereira, que era o presidente da empresa. Os demais possíveis denunciados são da Anac: Milton Zuanazi, que era presidente da agência, Denise Abreu, era diretora da agência, Jorge Luis Brito Velozo, era responsável pela superintendência de segurança operacional, Marcos Tarcisio Marques dos Santos, era o superintendente de segurança operacional e responsável por fiscalizar a TAM e Luiz Kazumi Miyada, que era o superintendente de infra-estrutura de aeroportos da Anac.

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