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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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TCU condena Arcanjo e ex-diretores do DNER a devolverem dinheiro

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Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) condenaram o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro e os ex-servidores do extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagens, Gilton Andrade Santos e Francisco Campos de Oliveira, ex-procurador e ex-chefe, respectivamente, do 11° Distrito do DNER, em Mato Grosso, a devolver o dinheiro que Arcanjo recebeu por desapropriação de terra às margens da BR-364, trecho Cuiabá-Jaciara. O valor, R$ 64,7 mil deverá ser atualizado monetariamente e acrescido dos juros de mora, desde fevereiro de 1997.

O relator da tomada de contas especial foi o ministro Marcos Vinicios Vilaça. Entenderam os magistrados, que o processo de indenização pela desapropriação da área rural denominada São José, de propriedade do ex-bicheiro, teve irregularidades. O prazo para devolução dos recursos aos cofres do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) é de 15 dias. Também foi aplicada multa individual a Francisco e Gilton, de R$ 10 mil cada, também com 15 dias de prazo para o recolhimento aos cofres do Tesouro Nacional.

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A cobrança judicial das dívidas foi autorizada e cópia da decisão encaminhada à Procuradoria da República de Mato Grosso, para as providências que entender cabíveis, nos termos da legislação vigente.

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João Arcanjo Ribeiro, conhecido por “O Comendador”, era o líder do crime organizado em Mato Grosso. Formalmente acusado de ser o principal bicheiro no Estado, ter sonegado mais de R$ 840 milhões em impostos e de ser o mandante do assassinato do jornalista Domingos Sávio Brandão de Lima Júnior, então dono do jornal Folha do Estado.

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Em dezembro de 2002, na Operação Arca de Noé, da Polícia Federal, foi expedido mandado de prisão preventiva. Arcanjo fugiu do país e foi procurado por mais de três meses pela Interpol. Só foi localizado ao ser preso por portar documentos falsos em Montevidéu (Uruguai), no dia 3 de abril de 2003. Alguns anos depois foi extraditado e, atualmente, cumpre pena no presídio federal de Campo Grande.

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