Marinha ouve tripulantes de chalana que naufragou no pantanal e deixou 9 mortos
A Agência da Capitania dos Portos em Cuiabá está tomando depoimentos dos sobreviventes do naufrágio da chalana, ocorrido no Pantanal mato-grossense, no último dia 9. Quatro turistas, das 13 pessoas que sobreviveram ao naufrágio, já foram ouvidos pelo comandante, capitão-de-corveta Paulo Mendes de Almeida.
Nesta quarta-feira, o comandante ouve em Porto Cercado os tripulantes da embarcação. Sete deles, entre comandante da chalana e demais tripulantes, prestarão depoimento, além do proprietário da empresa, Semi Mohamed Said.
O balizamento do local do naufrágio foi realizado pela Agência Fluvial de Cuiabá, com a sinalização também das margens esquerda e direita do rio Cuiabá. Na próxima semana, uma embarcação vinda da Capitania dos Portos do Pantanal, de Ladário (MS), permanecerá por três dias em Porto Cercado para instalar o balizamento definitivo com a colocação de faixas reflexivas nas margens e de um sinalizador no local do naufrágio.

O naufrágio da chalana Semi Tô a Tôa causou a morte de 9 pessoas, duas tripulantes e sete turistas. Treze pessoas sobreviveram. O trabalho de resgate das vítimas, que durou quatro dias, envolveu mais de 60 militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Polícia Militar e Marinha do Brasil, além de voluntários.
Um inquérito instaurado pela Polícia Judiciária Civil de Poconé está investigando a responsabilidade do acidente e se houve imperícia, imprudência ou negligência. O delegado Valter Cardoso já ouviu o depoimento de treze pessoas e ressaltou que ainda é cedo para responsabilizar alguém pela tragédia. “Vamos aguardar os exames de necropsia, os laudos periciais que deverão ser feitos na embarcação e a documentação da chalana”, disse. “A perícia pode atestar as causas da tragédia”, afirma o delegado. O inquérito deve ser concluído em 30 dias.







