Cadeia de Lucas R. Verde tem o dobro de presos da capacidade
Além da fragilidade na estrutura, outro problema preocupa a direção da cadeia de Lucas do Rio Verde – a superlotação. Atualmente, 108 ocupam as cinco celas, que têm capacidade para apenas 48. Um delas é destinada somente para mulheres.
Segundo o diretor Lauro André Braga, que assumiu a unidade na semana passada, já foi encaminhado um ofício ao Sistema Prisional, solicitando a transferência de alguns detentos. “O grande problema é que a maioria, cerca de 80% ainda são provisórios, não foram julgados, por isso não podem ser transferidos”, justificou.
Outro motivo para a superlotação, segundo ele, é que quase 50% dos presos são de Tapurah, Ipiranga do Norte e Itanhagá, que ainda não possuem uma cadeia.
Braga destacou que a estrutura está sendo reforçada com ferros no teto, para evitar fugas. “Também fizemos uma revista pente fino e não encontramos nenhum material ameaçador”, detalhou. Projetos também estão sendo estudados para ressocialização dos detentos, em parceria com a prefeitura e empresas. Um barracão, nos fundos da cadeia, deve ser utilizado. “Além de ocupar esses presos, poderão remir a pena”, acrescentou.
A construção da nova unidade em Lucas do Rio Verde ainda não saiu do papel. O convênio já foi assinado entre o município e Estado. A prefeitura doou a área, mas o governo estadual não definiu quando será construída. A obra está avaliada em R$ 1,4 milhão.

No ano passado, houve pelo menos duas fugas e outras tentativas. Em abril, cinco conseguiram escapar. Em junho, foram outros oito. A última tentativa foi em setembro, quando os presidiários chegaram a retirar pelo menos dez carrinhos de terra, além de ferros, mas foram flagrados por agentes.







