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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Sinop: policial preso pode ter comandado esquema em delegacia

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A prisão do investigador Paulo Roberto Rondon Silva, 43 anos, de Sinop, pode levar a própria Polícia Civil descobrir a existência de um suposto esquema articulado pelo agente e que consistia na obtenção de vantagens pessoais mediante o tráfico de influência, formação de quadrilha, estelionato praticados contra a instituição da qual faz parte. E foi a própria Civil que pediu sua prisão, autorizada pela Justiça. O caso também é apurado pela Corregedoria Geral e não estariam descartas investigações a outros policiais.

Perante a Justiça e a corregedoria de polícia, Paulo Rondon deve responder também por prevaricação, falso testemunho, tráfico de influência, estelionato e advocacia administrativa. As averiguações começaram há pelo menos um mês a partir de denúncias feitas por vítimas – que na época haviam sido presas. No âmbito administrativo o servidor está sujeito a exoneração e, perante a Justiça, ser condenado.

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Mesmo afastado pela licença médica, o investigador continuava trabalhando na delegacia de Sinop. De acordo com uma fonte, Paulo estaria supostamente indicando um advogado para defender pessoas recém-presas. Para deixarem a cadeia, os “clientes” eram orientados a pagar fiança em troca da liberdade provisória. No entanto, por si a Justiça garantiria tal medida de forma gratuita.

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No tocante aos demais crimes aos quais está sendo acusado, as investigações apontam haver evidências. A prevaricação – entendida como o ato do policial retardar a prática de ofício para satisfazer interesse pessoal – teria sido constatada a partir das prisões feitas pelo investigador mas que não eram comunicadas ao corpo de delegados plantonistas.

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O falso testemunho engloba a tentativa de mudar o depoimento de presos. Já a formação de quadrilha pela existência de um grupo de policiais com o propósito de praticar atos ilícitos.

Paulo Rondon já responde na Justiça pelos crimes de homicídio praticados em Marcelândia (1995) e Juína (1991). Em Rosário Oeste, também tem processos nas áreas Cível e Criminal. Em Sinop, são mais dois processos na Criminal.

Outro lado
O policial ainda não se manifestou sobre as acusações pois, após ser preso em Nova Mutum, foi recambiado para a capital. Ainda não foi confirmado o advogado que irá defendê-lo.

 

 

 

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