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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Funcionários da DRT em Mato Grosso ameaçam fazer greve

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Sexta-feira chuvosa e os servidores da Superintendência Regional do Trabalho (SRTE) se dividem entre documentos molhados e rodos para conter a água que invade algumas salas. A precariedade acarreta na perda de documentos importantes, como carteiras de trabalho e seguro desemprego.  Por esse e outros motivos, hoje de manhã, o Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT) junto com alguns trabalhadores deram o indicativo de greve para a próxima sexta-feira.

O prédio fica ao lado do Sesc do Porto e por lá passam em média  500 usuários. Além do sucateamento do órgão e da falta de condições de trabalho, os servidores da antiga Delegacia Regional do Trabalho questionam diversos outros problemas, como a disparidade entre os salários de diferentes níveis e também a diferença do reajuste concedido as outras categoria dos setores produtivos da União.

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Na ocasião, Rogério Antônio Expedito, diretor da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) fez os esclarecimentos sobre a pauta de negociação com o Governo, bem como a questão do Plano de Cargo Carreira e Salários (PCCS) e a redução da jornada de trabalho. “Mato Grosso sempre teve uma luta muito grande e tem uma atuação importante em âmbito nacional. Tenho certeza que dessa vez seremos vitoriosos”, disse o líder sindical.

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Para o presidente do Sindsep-MT, Carlos Alberto de Almeida, a luta que começa com os trabalhadores resulta também na melhoria do atendimento para toda a sociedade que é punida com a demora no atendimento. Atualmente, para ter a carteira de trabalho, a espera é de no mínimo 15 dias, prazo que poderia ser reduzido para no máximo dois dias.

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O sucateamento atinge todos os setores do órgão responsável por fiscalizar as condições de trabalho. A antessala do superintendente, Valdinei Antônio de Arruda, está com infiltração nas paredes. Valdinei  disse que há o projeto para a construção de um novo prédio que atenderia a demanda pelos próximos 30 anos. “O valor dessa obra está em R$ 9 milhões e não temos o recurso, só o terreno doado pelo Estado no Centro Político Administrativo”, comentou.

Outra decisão tomada hoje pelos trabalhadores foi a elaboração de um dossiê que reúne provas da precariedade que além da água que invade os departamentos inclui a falta de espaço físico, computadores defasados, mofo nas paredes, rachaduras e banheiros entupidos. O documento será entregue a bancada federal de Mato Grosso e a Confederação numa audiência que ocorrerá no Congresso ainda esse mês.

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