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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Menos de 3% das cidades de MT têm programas para combater crack

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A presença do crack e de outras drogas deixou de ser um problema relacionado aos grandes centros urbanos e se alastrou para quase a totalidade dos municípios do país. A constatação é de um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Confederação Nacional dos Municípios e mostra que 98% das cidades do país enfrentam problemas relacionados ao uso do crack. A pesquisa, realizada no mês de novembro, mapeou 71% das cidades do Brasil, isto é, 3.950.

Para a entidade, os números são preocupante visto que 91% não têm programas de combate ao crack. Mesmo com o lançamento do Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas pelo Governo Federal, muitas cidades ainda ficaram desassistidas porque o plano limitou o acesso dos municípios à implementação das ações quando estabeleceu como requisito população acima de 20 mil habitantes, o que restringe as ações para 1.643 cidades ou a 29,5% das cidades brasileiras. A pesquisa revelou ainda que 58% dos municípios declararam não receber nenhum apoio financeiro para investir em ações contra a droga. Nos próximos seis anos, 300 mil pessoas devem morrer em decorrência do uso de crack.

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Em Mato Grosso, dos 141 municípios, 103 responderam à pesquisa realizada pela CNM, o que representa 73% de participação. Destes, 13 (12,2%) possuem o CAPS, com um total de 116 profissionais de saúde atuando. A realidade do Estado preocupa. Em apenas três municípios, isto é, menos de 3% (2,91%) há programas específicos de combate ao crack. 97% das cidades dessa unidade federada não dispõem de programas voltados ao enfrentamento da droga. Nos municípios onde há programa, em somente um foi aprovado pela Câmara de Vereadores.

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No Estado, conforme apontou a CNM, as principais ações desenvolvidas contra o crack são a prevenção ao uso e consumo de drogas, a mobilização e orientação a população e o atendimento a familiares e amigos de dependentes. Apenas um município declarou que recebe apoio financeiro do Governo Federal e um do governo estadual. Outros quatro declararam que não recebem apoio nenhum.

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Sem o programa implantado
Mesmo não tendo programas, 46 municípios declaram que realizam ações de combate ao crack. As principais são a mobilização e orientação a população executadas por 42 municípios; e 35 fazem a prevenção ao uso de crack; e em 13 deles há o atendimento a familiares e amigos de usuários e dependentes. Destes municípios, 43 declaram que não recebem apoio financeiro de nenhuma outra esfera de governo.

Somente quatro já fizeram convênios com o governo federal no âmbito do programa de combate ao crack e 22 ajudam financeiramente outras instituições ou entidades que realizam ações em prol de dependentes ou usuários de drogas e crack.

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