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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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MT: Infraero e empresas aéreas devem fazer adaptações para deficientes

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O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e às companhias aéreas TAM, GOL, Trip, Avianca, Passaredo e Asta que disponibilizem unidades motorizadas de transporte de passageiros incapacitados para aviões, com sistema de elevação rebocável, também conhecido como ambulift. O equipamento deve seguir as orientações especificadas na NBR 14.273/1999 e pela resolução da Agência Nacional de Aviação (Anac).

A recomendação foi apresentada na terça-feira (9) em uma reunião do MPF com as empresas, na Procuradoria da República em Mato Grosso. Na ocasião, o procurador da República, Gustavo Nogami, também recomendou que seja evitado o uso de cadeiras de propulsão elétrica não previstas na NBR 14.273/99; e que seja feito o embarque prioritário das pessoas com mobilidade reduzida e deficientes, para permitir mais conforto e segurança a esses passageiros.

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Outra recomendação feita exclusivamente à Infraero requer que seja confeccionado, no prazo de 90 dias, um projeto de passarelas telescópicas, chamadas de finger, em número suficiente para o Aeroporto Internacional Marechal Rondon.

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Além de não possuir passarelas que ligam o saguão de desembarque às portas das aeronaves (fingers), de acordo com o parecer técnico do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) de Mato Grosso, o aeroporto não está cumprindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que determina a disponibilização de no mínimo dois ambulifts para aeroportos que recebem mais de um milhão de passageiros por ano.

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As empresas têm quinze dias (a contar do recebimento da recomendação) para informar se adotarão as providências recomendadas e, em caso positivo, sessenta dias para as implementarem.

Investigação – Em dezembro de 2008 um procedimento administrativo foi instaurado no MPF/MT para apurar as condições de embarque e desembarque de pessoas deficientes e com mobilidade reduzida no Aeroporto Marechal Rondon. Desde então, o procurador regional dos Direitos dos Cidadãos tem tentado fazer acordos para que esta situação seja regularizada, mas desta vez registrou que, caso a recomendação não seja atendida, poderá adotar medidas mais radicais para resolver o problema.

"Nós já tivemos paciência e espírito de conciliação, mas não podemos deixar que esta situação de desrespeito à Constituição e às pessoas com mobilidade reduzida perdure. Os deficientes possuem direitos e devem ter acesso às aeronaves de forma digna e independente, sem necessitar serem carregados por funcionários das empresas aéreas. A inobservância da determinação ministerial ensejará a adoção de medidas judiciais e administrativas cabíveis", ressaltou o procurador.

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