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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Parte do teto do Pronto Socorro de Cuiabá desaba pela 3ª vez

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Parte do teto do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) caiu devido a problemas na tubulação. A água acumulou-se sobre o forro, que não resistiu e cedeu, caindo no consultório da pediatria, onde o médico fazia o atendimento de um paciente. Não houve feridos e o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) recebeu a denúncia que o líquido era fétido e tinha fezes humanas. Esta é a terceira vez que o teto da unidade cai. As outras duas ocorrências foram em fevereiro e maio deste ano. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que as chuvas eram culpadas pelos transtornos.

Conforme o presidente do Sindimed, Edinaldo Lemos, a área atingida está dentro do piso superior, que passou por reformas, orçadas em R$ 6 milhões, no ano passado. Ele relata que o serviço foi concluído sem qualidade e há danos em vários pontos do prédio.

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O diretor do Pronto-Socorro, Ronaldo Taques, também crítica a reforma. Ele explica que a obra ainda não foi aceita oficialmente e que a empresa foi acionada para fazer a revisão. O problema é que as manutenções acontecem em operação "tartaruga" e por este motivo a administração chamou outro prestador de serviço. Ele argumenta que a situação é de emergência e caso o trabalho não seja realizado, parte do atendimento pode ter problemas. "Aqui estamos apagando cada dia um fogo para manter o trabalho".

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Outra questão que agravou a situação do prédio foi a falta de manutenção, que aconteceu na gestão anterior da unidade. Os serviços deixaram de ser prestados por causa do não pagamento das empresas.

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Quanto ao teto, Taques diz que foi mais um problema técnico deixado pela responsável da reforma. Os tubos colocados no ar condicionado dos consultórios são finos e flexíveis. Ele teve algum tipo de obstrução, que impediu a saída da água, que ficou empoçada no forro, que cedeu.

Taques nega que seja esgoto. Ele argumenta que, se fosse, o local teria que passar pela descontaminação. De acordo com o diretor, não existem tubos de esgoto passando sobre a sala.

Outro lado – A SMS informou, por meio da assessoria de imprensa, que o problema não aconteceu na área reformada e sim no terceiro piso. O órgão diz que o problema começou na sala de repouso dos médicos. Os tubos do ar condicionado foram obstruídos e acabou vazando água para a parte inferior, onde está o consultório. Conforme a assessoria, a água não era esgoto e os reparos já foram realizados. Quanto ao cheiro, a SMS diz que é normal em situações semelhantes.

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