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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Mulheres participam de aprimoramento de tiro em Cuiabá

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Quatorze mulheres policiais civis participaram de um aprimoramento de tiro, hoje, no stand da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Polícia Judiciária Civil, em Cuiabá. O treinamento com arma de fogo foi ministrado por instrutores do GOE, para a turma de policiais, entre delegadas, investigadores e escrivães, lotadas na Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), Delegacia Fazendária, Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (Núcleo de Pessoas Desaparecidas), Diretoria Geral (Estatísticas, Comunicação e Gabinete) e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Estatística).

Mais dentro do alvo do que fora (alguns fora mesmo) as mulheres mostraram habilidade e vontade de relembrar conceitos e aprimorar as técnicas de segurança no manuseio e uso de armas de fogo. “A reciclagem de tiros deve ser constante dentro da Polícia Civil, pois muitos policiais saem da academia e têm poucas oportunidades de utilizar sua arma de fogo. Quando necessitamos temos que ter segurança com a arma e o treinamento e a prática é o que dá segurança ao sacar uma arma”, disse a delegada Liliane de Souza Santos Murata.

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Para a delegada, o policial bem treinado está apto a executar sua atividade com segurança. Conforme Murata, mesmo durante um simples cumprimento de mandado de busca e apreensão é necessário técnicas. “Temos que saber como nos proceder, pois não sabemos que vamos encontrar”, completou Murata.

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De acordo com chefe do GOE, delegado Wladimir Fransosi, mesmo com experiências no manuseio da arma, a capacitação continuada é importante porque é onde o policial revê e aplica o conhecimento técnico no seu dia a dia. O delegado junto com os investigadores Roberto Sales e Weverson Vieira de Oliveira foram os instrutores das mulheres policiais. Segundo eles, as mulheres têm maior poder de assimilação das técnicas e acabam sendo mais cuidadosas. “De forma geral todas foram excelentes”, avaliaram os instrutores.

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Todas as alunas policiais foram unânimes em afirmar que estão mais seguras com suas armas e que ficaram mais a vontade participando de um treinamento só com pessoas do mesmo sexo e já pensam numa outra capacitação mais avançada, como tiro em movimento e entrada em ambiente confinado. “A gente fica sem medo em questionar e tirar dúvidas. Sugerimos que a academia crie cursos de tiro só para mulheres policiais”, sugeriu à delegada Alexandra Fachone, titular da Deddica. A escrivã da Deddica, Elicássia Jaudy Siqueira, que saiu da academia no final do ano passado, achou muito proveitosa a capacitação. “Principalmente para nós que estamos no operacional”, afirmou.

Para a chefe do Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP, Lauriane Cristina Oliveira, o policial quando manuseia uma arma de fogo deve se preocupar com sua segurança e com a das pessoas que o rodeiam. Por isso, segundo a investigadora que se considera bastante operacional, a necessidade de estar sempre treinando. “Principalmente nos que estamos na linha de frente, no operacional das unidades”, frisou.

A delegada Alexandra Fachone elogiou ainda a disposição dos instrutores que tiveram paciência em esclarecer dúvidas, relembrar os fundamentos teóricos de tiro, corrigir posições, empunhadura e dar dicas para o melhor desempenho com a arma de fogo, com segurança e habilidade.

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