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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Governo estuda PPP para rodovia federal em MT

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O governo federal pretende firmar concessões de longo prazo com a iniciativa privada com o intuito de manter a boa conservação das rodovias federais brasileiras. Entre os trechos estudados inicialmente, para estas parcerias público-privadas (PPPs), estão as BRs-364 (em Rondônia – esta via também corta Mato Grosso), 153 (no Paraná) e a 242, que liga Mato Grosso a Bahia. Nestas vias, o novo sistema seria implantado como forma experimental, até para avaliar a funcionalidade do método.

A BR-242 tem seu traçado saindo de Sorriso e segue em direção ao Araguaia. Esta rodovia já está pavimentada de Salvador (BA) até as barrancas do Rio Javaé, no Tocantins, faltando a apenas Travessia da Ilha do Bananal para a ligação com o Mato Grosso. Já no Estado há alguns trechos sem pavimentação asfáltica entre São Félix do Araguaia a Sorriso. Porém, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já licitou alguns destes trechos. O total de sua extensão é de 2,3 mil quilômetros, sendo cerca de 600 quilômetros apenas em Mato Grosso.

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De acordo com reportagem do Estadão, esta seria uma alternativa devido ao fracasso dos programas tradicionais do governo federal em tentar manter estas vias. A União não pagaria mais pelo serviço executado. Desta forma, acredita o governo, acabaria a tática das empreiteiras de fazer obras de má qualidade para, em curto prazo, executá-las novamente. Com este novo método, o pagamento seria pelo desempenho com a empresa tendo que manter o trecho sempre nas condições acordadas.

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A expectativa é de que o Ministério dos Transportes conclua as primeiras licitações até o final deste ano, por um período de dez anos. O projeto é encabeçado pelo Dnit. Ainda falta definir como serão realizadas estas PPPs, a extensão dos trechos concedidos e o montante necessário para investimentos.

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De acordo com a reportagem, a cobrança de pedágio está descartada, pois as estradas brasileiras não tem movimento suficiente para que a manutenção seja custeada pelo pagamento de tarifas. Este tipo de modalidade estaria inspirado no exemplo de países como Portugal, Inglaterra, Noruega e França. O diretor executivo do órgão, Tarcísio Gomes de Freitas, disse, ao jornal, que os custos com os serviços de manutenção das estradas nestes locais caíram de 15% a 40%.

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