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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Cuiabá: empresário é condenado a 44 anos por matar professor e filho

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Quase 22 anos após executar o professor universitário Dario Luiz Scherner e o filho dele, Pedro Cesar Scherner, Francisco de Assis Vieira Lucena, 55 anos, foi condenado a 44 anos de prisão. Os sete jurados, seis mulheres e um homem, não acolheram a tese da defesa, de legítima defesa, e entenderam que os homicídios foram cometidos por motivo fútil e meio que impossibilitou a defesa das vítimas. O júri popular foi realizado nesta quarta-feira (30), em Cuiabá. Da pena imputada ao acusado, ele já cumpriu cerca de 5 anos.

Durante o júri, o promotor de Justiça João Augusto Veras Gadelha pediu a prisão de uma das pessoas ouvidas, Ademilson Gonçalves da Silva, ex-funcionário da oficina, por falso testemunho. "Ele prestou dois depoimentos durante o processo, aí apresentou uma declaração completamente contrária e, no júri, apresentou outra versão. É preciso que as pessoas entendam que o julgamento é algo sério, é o momento esperado pela família da vítima por muitos anos". Para o promotor, não há dúvidas que a morte ocorreu após o acusado ter cobrado o dobro do valor combinado por um conserto no carro da família.

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As testemunhas de acusação narraram um histórico violento de Lucena. A psicóloga Marinez Fortes de Barros disse em juízo que passou por uma situação semelhante a vivida pelas vítimas. "Quando eu fui buscar o meu carro, ele me apresentou o dobro do valor que tinha sido combinado. Questionei a situação e ele abriu a gaveta mostrando uma arma de fogo". Uma briga com um vizinho também foi abordada.

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Já o advogado de defesa, Hildebrando Evangelista de Brito, alegou que o dono da oficina apenas se defendeu de uma injusta provocação. "Ele foi ameaçado, era menor que as vítimas e Dario carregava uma bolsa que poderia conter uma arma. Defendo a absolvição do acusado ou, no máximo, homicídio privilegiado". Lucena teria contado que o problema com a família Scherner ocorreu por conta de um serviço feito 3 meses antes do crime que não havia sido pago.

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Em resposta, Gadelha e o assistente de acusação, o advogado Huendel Rolim, mostraram um cheque que dava a quitação do serviço. "A defesa tentou fazer barulho e, como diz uma velha história, carroça vazia é quem faz mais barulho. Desta forma agem os advogados de Lucena, porque não possuem nada capaz de provar a tese de legítima defesa".

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