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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Concessionária explica melhorias na BR-163 a empresários do setor de transportes

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Empresários do ramo de transporte de cargas em Mato Grosso participaram de uma reunião com a concessionária da BR-163, ontem à noite. Eles puderam tirar dúvidas sobre a concessão e instalação das praças de pedágios ao longo dos 850 quilômetros da rodovia federal. A reunião foi organizada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso (Sindmat) e realizada no Sest/Senat, em Cuiabá.

Os transportadores direcionaram questionamentos ao diretor-geral, Paulo Lins, e ao diretor de Operações, Fabio Abritta. Os dois gestores apresentaram o passo-a-passo dos trabalhos da concessionária até a instalação das praças de pedágio. Segundo Lins, a concessionária tem que duplicar 45 quilômetros, ou seja, 10% da obra total que compete à concessionária e construir as nove praças de pedágios. Lins explicou que independente da conclusão das obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a partir da conclusão da parte de responsabilidade da Odebrecht, todas as praças de pedágios serão instaladas.

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Lins destacou as melhorias já realizadas na rodovia Imigrantes, que liga as regiões sul e norte. Os empresários reconheceram a importância das obras feitas, mas explicitaram que a duplicação dessa pista com extensão de aproximadamente 26 quilômetros é essencial. A previsão é que a duplicação da via se dará em até três anos.

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Abritta lembrou que o período chuvoso inibe as obras de duplicação, tanto as realizadas pelo DNIT, bem como nos trechos da Rota do Oeste. Entretanto, garantiu que os trabalhos de manutenção não paralisarão.

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Outro esclarecimento importante foi sobre a responsabilidade de manutenção dos trechos do DNIT. “Conforme os trechos forem entregues à nossa empresa com a qualidade prevista em contrato, passaremos a assumir a manutenção dos mesmos”. O DNIT tem 60 meses para concluir obras em 400 quilômetros.

Perguntado sobre a segurança na rodovia, Abritta pontuou que serão instaladas 500 câmeras para monitorar o trânsito e que o objetivo também é realizar um trabalho em parceria com as polícias, principalmente a Polícia Rodoviária Federal.

Lins citou que seis postos de pesagem serão implantados. Para os transportadores, o assunto merece maior atenção e a Rota do Oeste se prontificou em organizar novas reuniões para falar especificamente sobre o tema.

A necessidade de um rodoanel contornando Cuiabá foi lembrada, bem como foi externada a preocupação com a falta de pontos de parada para motoristas. A concessionária esclareceu que estes pontos para descanso não estão previstos no contrato e que a tendência é que as áreas sejam assumidas pela iniciativa privada, como, por exemplo, postos de combustíveis com amplo estacionamento. 

Os transportadores presentes evidenciaram apreensão quanto ao custo dos pedágios. A Rota do Oeste defendeu que os valores cobrados nas praças serão compensados pela qualidade dos pavimentos, maior segurança e redução da manutenção nos caminhões.  

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