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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Cuiabá: entidades acusam Mendes de assédio moral e farão manifesto

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Trinta e nove entidades realizarão uma manifestação, amanhã, em frente à sede da prefeitura. Eles cobram a readmissão de dois agentes de trânsito demitidos e o retorno às atividades de outros 38, suspensos após processo disciplinar. Por meio de uma nota de repúdio, o grupo acusa o prefeito Mauro Mendes (PSB) e o secretário de Trânsito e Transporte Urbano, Antenor Figueiredo, de assédio moral.

Na carta, publicada na página de uma rede social, intitulada ‘Mauro Mendes Demite Quem Luta, Campanha de Readmissão’, o movimento grevista acusou a prefeitura de criar diversos mecanismos para agir com assédio moral contra os servidores da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU) no local de trabalho. Além disso, segundo a nota, de forma arbitrária, os gestores montaram um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) com o objetivo de ‘calar os agentes e outras categorias que já se colocavam em movimento’.

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“O resultado desse PAD foi a demissão de dois companheiros, sendo um deles o atual presidente do Sindicato e outro uma das lideranças do movimento. Também foram penalizados com suspensão cerca de 40 servidores de forma totalmente arbitrária”, diz o documento.

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O grupo se reuniu na última semana, quando definiu a manifestação. As entidades comparam a atitude de Mendes com uma ditadura. "Essa pratica inconstitucional e anti-sindical conduzida pelo prefeito Mauro Mendes e o secretário Antenor Figueiredo, lembrando os velhos tempos do regime militar no Brasil onde os trabalhadores eram impedidos de realizar greves, manifestações e de lutarem pelos seus direitos”.

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Outro lado – a prefeitura de Cuiabá, por meio da assessoria, informou que as demissões e afastamento temporário dos servidores foram efetuados conforme rege a lei. E que todos os trabalhadores tiveram direito de defesa antes do procedimento.

Foi alegado ainda que tudo ocorreu para o bem da moralidade pública, pois os servidores não se fizeram presentes no serviço, uma vez que os demitidos estavam em estágio probatório, que tem a durabilidade de dois anos antes de serem efetivados e deviam dar exemplo.

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