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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Posseiros de terra em Chapada dos Guimarães bloqueiam rodovia

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Um grupo composto por 30 pessoas que ocupam terras na região denominada Pôr do Sol, em Chapada do Guimarães, realizou, hoje, protestos e bloqueio na rodovia estadual Emanuel Pinheiro (MT-251), nas proximidades da entrada da cidade. Eles reivindicam a posse da terra invadida e querem chamar atenção da prefeitura. Os bloqueios se estenderam das 8h30 às 11h. A Polícia Militar acompanhou a situação e negociou com os líderes do movimento. Não houve confusão e eles conseguiram marcar uma reunião na prefeitura.

O grupo bloqueou a rodovia, mas a medida que a fila de veículos começa a se estender, eles a liberavam por alguns minutos e depois interrompia o tráfego. Esse procedimento de bloquear e liberar foi repetido por várias vezes. A Polícia Civil de Chapada dos Guimarães também está a par da situação. O delegado Bruno Lima Barcellos afirmou “que o movimento ilegítimo”, pois teria pessoas tentando vender terras que não são delas.

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Já existem vários boletins de ocorrência por esbulho possessório registrados na Polícia Civil por pessoas que alegam serem os verdadeiros donos de alguns lotes. O delegado relata que depois de intimar e ouvir a outra parte, no caso a pessoa apontada como a invasora dos terrenos, todos os boletins de ocorrências foram enviados para o Fórum de Chapada dos Guimarães. A questão segue judicializada.

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Em relação ao protesto desta sexta-feira, foi criada uma comissão com representantes do movimento que se dirigiu até o Núcleo de Resolução de Conflitos do Fórum. Depois, eles conseguiram marcar o encontro na prefeitura.

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Conforme o delegado, o impasse na região se arrasta há cerca de três anos e o grupo composto por cerca de 30 pessoas já conseguiu até se organizar por meio de uma associação que possui, inclusive, CNPJ. Mesmo assim, o delegado garante que pelas investigações que ele já fez sobre as denúncias que chegam à Polícia Civil, o movimento é ilegítimo. “É uma terra pública que está na Justiça não se sabe quem é o verdadeiro dono, se é a prefeitura ou de propriedade particular”, esclarece o delegado. Conforme o policial, são várias ações que tramitam no Juizado Especial de Chapada dos Guimarães.

Ao mesmo tempo, que a briga judicial segue sem um desfecho, os grileiros tentam pressionar a prefeitura a lotear a área para que sejam declarados donos.

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