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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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IML de Mato Grosso não suportará demanda

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Com problemas sérios de infraestrutura, o Instituto Médico Legal (IML) em Mato Grosso não está preparado para suportar uma demanda maior de atendimento durante a Copa do Mundo, caso investimentos não sejam implementados com urgência. Goteiras, equipamentos danificados, baixa quantidade de pessoal caracterizam a desestruturação do órgão nos últimos anos. O prédio principal em Cuiabá chega a deixar de receber equipamentos de alta tecnologia do governo federal por falta de espaço físico.

Quem utiliza o IML na capital logo percebe as deficiências do órgão público, que é fundamental para atender encaminhamentos da Polícia e Justiça. Paredes com infiltração e banheiro desativado são as primeiras deficiências que surgem aos usuários na recepção. No interior a infiltração causa problemas constantes na rede elétrica, que compromete a manutenção de equipamentos fundamentais ao funcionamento do órgão, como a câmara fria para conservar os corpos.

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As consequências de falta de investimentos se estendem ao fluxo de serviço em geral. A ausência de recurso humano completa os problemas enfrentados no IML. Com muitos profissionais em tempo de aposentadoria e adoentados ocasionalmente, o quadro fica deficitário. A preocupação do diretor metropolitano de medicina legal do Instituto Médico Legal (IML), Dionísio Andreoni, tem sido no momento a proximidade dos fins dos contratos temporários.

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No final de fevereiro eles serão suspensos por orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que cobrou a realização de concurso público. O certame está em andamento, mas não suprirá as necessidades de imediato diante do déficit em breve de profissionais do quadro.

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Dos 19 médicos legistas, 11 se desligarão por terem vínculo temporário. A condição imprimirá obstáculos na formação de plantões e atendimento das demandas comuns do IML em Cuiabá, que atende os municípios vizinhos de Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Nova Brasilândia, Poconé, Santo Antônio do Leverger e Nossa Senhora do Livramento.

Na função de técnicos de necrópsia também há déficit e os esforços têm sido em manter a demanda atual de serviços. No entanto, com o aumento possível de atendimentos durante o evento mundial de futebol, Dionísio diz que a situação poderá se agravar. A superlotação do prédio seria um dos problemas iniciais. Falta espaço e o quadro atual não seria suficiente para garantir o fluxo normal de serviço, sem demoras

Trinta por cento das necrópsias realizadas em Mato Grosso em 2012 foram na unidade em Cuiabá e o restante no interior. Segundo o diretor metropolitano de medicina legal do Instituto Médico Legal (IML) a quantidade destes procedimentos tem se mantido nos últimos 3 anos. No ano passado o IML realizou 1073 necrópsias na capital, 1061 em 2012 e 1064 no ano de 2011. O volume de atendimento tem aumentado entre os usuários vivos. Os exames de corpo de delito triplicaram nos últimos 6 anos e os desafios estão em conseguir atender esta demanda durante a Copa com uma população flutuante. Se houver aumento da criminalidade, consequentemente mais serviços serão requisitados no IML.

Em relação às unidades do interior do Estado, a condição do IML da Capital é considerada a melhor por ter mais serviços agregados e até equipamentos. Devido à falta de investimentos o sucateamento provocou fechamento da unidade de Santo Antônio do Leverger há dez anos. O pouco de recurso que chega é implementado nos polos, com objetivo de garantir a referência nos serviços.

Outro lado –

A Diretoria-Geral do Instituto Médico Legal (IML) tem este ano disponível R$ 50 mil para reformas e instalações no orçamento. Uma soma ínfima diante da quantidade de problemas constatados por profissionais e usuários nas unidades espalhadas no Estado. O órgão anuncia que o planejamento que está sendo colocado em prática é da realização de concurso público, o que deve garantir o atendimento adequado até a Copa do Mundo, em junho deste ano.

Por meio de nota a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou hão haver recurso para investimentos. Para atender a demanda da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) o órgão deu início ao processo de concurso público em 2013 para provimento de vagas aos cargos de Perito Oficial Criminal, Perito Oficial Odonto-Legista e Perito Oficial Médico Legista, com vagas na capital e interior do Estado.

Em Cuiabá serão 37 novos peritos oficiais médicos legistas. A Sesp espera sanar a falta de recurso humano com a saída os contratados temporariamente a partir do ingresso destes profissionais. Não há previsão para realização de novo concurso público. Segundo o órgão estadual, por que ainda está em andamento o certame iniciado ano passado.

O desenvolvimento pela Sesp do banco integrado de informações é um dos projetos que pretende melhorar a qualidade do serviço prestado em Mato Grosso. A falta do sistema causa, por exemplo, problemas quanto à reunião de dados estatísticos.

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