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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Correios informam que não haverá alterações no plano de saúde

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Os Correios divulgaram hoje (31) uma nota de esclarecimento na qual informam que não haverá mudança no atual plano de saúde dos trabalhadores, o CorreiosSaúde. Esse foi o motivo pelo qual funcionários entraram em greve ontem. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) alega que foram feitas mudanças no plano de saúde que levariam a uma possível cobrança de mensalidade, o que não ocorre atualmente.

A nota dos Correios esclarece: "Nenhuma mensalidade será cobrada, os dependentes regularmente cadastrados serão mantidos e o plano de saúde não será privatizado. Todas as condições vigentes do CorreiosSaúde serão mantidas, os percentuais de co-participação não serão alterados e os trabalhadores dos Correios não terão custos adicionais".

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O desentendimento vem desde abril do ano passado, quando foi criado o Postal Saúde, caixa de assistência que, de acordo com a Fentect, representa a privatização do convênio médico, o CorreiosSaúde. Estimativa da Fentect é que a estrutura do Postal Saúde custe R$ 120 milhões, a serem bancados não pelos Correios, mas pelos empregados.

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Os Correios negam essa versão e dizem que o atual plano será mantido. A alteração foi feita na gestão. No entanto, ao contrário do que dizem os trabalhadores, ela não foi terceirizada. A Postal Saúde é "patrocinada e mantida pelos Correios". A estatal também alega que está cumprindo o que foi definido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) no ano passado, não fazendo alterações no plano de saúde.

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Os trabalhadores dizem que não há segurança de que uma taxa não seja cobrada futuramente e estão em greve em 14 localidades. A Bahia recentemente aderiu o movimento. Além do estado, estão em greve: Minas Gerais, Mato Grosso,  Rio Grande do Sul, Piauí, Amazonas, Paraná, Ceará, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Vale do Paraíba, Campinas e São José do Rio Preto. Segundo a Fentect, nessas localidades, a paralisação atinge de 70% da área operacional, da qual fazem parte os carteiros.

"Não houve diálogo e não há esclarecimento", diz o diretor da Fentect, James Magalhães. A Fentect entrou com uma ação no TST, mas, segundo a entidade, o julgamento foi adiado quatro vezes. "A greve é também para pedir o julgamento", acrescenta. A entidade acredita que outras localidades também entrem em greve. Estão marcadas assembleias até terça-feira (4) em Roraima, Alagoas e Sergipe.

Os Correios envaram à Agência Brasil o documento oficial enviado pela Postal Saúde à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Uma das claúsulas diz que a operação "deverá manter integralmente as condições vigentes dos contratos adquiridos, sem restrições de direitos ou prejuízos para os beneficiários". "Fica vedado o estabelecimento de quaisquer carências adicionais nos contratos adquiridos".

Segundo a empresa, nesta sexta-feira, a empresa está funcionando normalmente com 95,35% do efetivo total da empresa trabalhando, o que corresponde a 119.591 empregados — a aferição de presença é feita por meio de sistema eletrônico. "Todas as agências estão abertas e todos os serviços estão disponíveis". Nas localidades onde há paralisação, segundo a estatal, os Correios implantaram plano de contingência e estão garantindo o funcionamento normal das atividades.

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