Sinop: moradores mantêm bloqueio de caminhões de lixo pelo 4º dia; PM promete agir
Policiais militares estiveram, ontem à tarde, na estrada Alzira, para conversar com moradores da Comunidade Nossa Senhora de Fátima e catadores que impedem, desde a última segunda-feira, a passagem de caminhões com lixo e entulho que deveriam ser jogados em um lixão naquela região. Apesar da decisão do juiz da 6ª Vara Cível, Mirko Vincenzo Giannotte, de prorrogar a liberação do local para recebimento do lixo, os manifestantes continuam irredutíveis e não estão permitindo a passagem destes veículos.
Um boletim de ocorrência da Polícia Militar foi confeccionado e o comandante da PM de Sinop, major Mariowillian Ribeiro, aponta que caso os moradores permaneçam na estrada impedindo a passagem nos próximo dias, eles serão retirados com força policial.
O morador Aldaírton Carlos Piareski disse, ao Só Notícias, que foi liberado a passagem de um trator da Secretaria Municipal de Obras, que está empurrando o lixo com obtivo de eliminar o fogo. “Se a máquina não der conta de apagar o fogo, vamos retirar ele de lá e continuar com o bloqueio até que o problema seja resolvido”.

Conforme Só Notícias já informou, os moradores estão impedindo a passagem dos caminhões que levam resíduos até o lixão e veículos com entulhos. A cobrança é que a prefeitura apague o fogo no resíduos. A situação começa a refletir na cidade, principalmente em lixeiras na frente das casas dos moradores. A situação causa mal cheiro e atrai animais.
O secretário municipal de Obras, Marcos Lopes, disse que os caminhões que fazem a coleta do lixo no município estão parados aguardando o desfecho da situação. O Departamento Jurídico da prefeitura foi acionado para tomar as providências visando liberar o acesso dos caminhões coletores.
A prefeitura tinha prazo até o dia 1º de dezembro para continuar destinando resíduos nos lixões do município, como, por exemplo, o da estrada Alzira, onde moradores e catadores de resíduos bloqueiam a estrada de acesso há quatro dias como forma de protesto por conta da fumaça no local. Ciente do risco para a segurança da aviação, diante da proximidade com o aeroporto municipal, o magistrado já havia estabelecido que um servidor público da prefeitura deveria ser enviado para supervisionar o lixão. O objetivo era impedir, justamente, os focos de incêndio.







