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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Policial acusado de vender drogas em Sinop é demitido

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O comandante geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, demitiu um policial militar de Marcelândia acusado de vender uma certa quantia de entorpecente a um usuário em Sinop, no dia 9 de fevereiro de 2009. Consta na portaria de exclusão que também foram encontrados, durante mandado de prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar, três munições de revólver e dois cartuchos de espingarda. As supostas transgressões foram consideradas graves.

De acordo com as investigações da delegacia da Polícia Civil, o PM adquiria os entorpecentes com um homem, dono de um bar em Marcelândia e também suspeito de tráfico, e, posteriormente, distribuía aos usuários. Durante depoimento, uma testemunha informou que adquiriu 20 gramas de cocaína com o policial, situação que, segundo ela, já havia ocorrido, pelo menos, três vezes. Em troca, o usuário afirmou que repassava R$ 200 ao militar para cada dez gramas do entorpecente, supostamente adquirido também em Sinop.

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O proprietário do estabelecimento comercial, apontado pelas investigações como um ponto de venda de drogas, não negou conhecer o soldado, entretanto, não confirmou se este tinha relação com o tráfico. Em seu depoimento, ainda afirmou que pegou dinheiro emprestado com o militar por várias vezes e que sempre pagou as quantias.

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O policial, por outro lado, negou as acusações, alegando que apenas vendeu uma motocicleta para o dono do bar e que frequentava o estabelecimento. Porém, diferente do outro depoimento, o soldado afirmou que os valores repassados ao proprietário eram referentes a venda de uma motocicleta. Os argumentos, no entanto, não foram aceitos pelos membros do Conselho de Disciplina da PM, que consideraram o policial culpado das acusações de tráfico de drogas e sem “condições de permanecer nas fileiras” da corporação mato-grossense.

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O suspeito foi admitido em 2004 e teve, durante sua carreira, 11 referências elogiosas e nenhuma punição. Ele ainda pode recorrer da decisão demissória.

Na justiça comum, o soldado foi condenado, após ser preso preventivamente, a 21 anos e nove meses de reclusão na comarca de Marcelândia, pelos crimes de tráfico de entorpecente e associação para o tráfico, com agravantes. Até o mês passado, o militar continuava detido.

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