Demora das obras da BR-163 de MT ao Pará evidencia falhas no PAC, diz estudo
A lentidão nas obras de pavimentação da BR-163 partindo de Mato Grosso ao Pará mostra que os resultados esperados pelo governo do Programa de Aceleração do Crescimento não estão a contento. É o que aponta que Confederação Nacional dos Transportes (CNT) no estudo Transporte & Desenvolvimento – Entraves Logísticos ao Escoamento de Soja e Milho. “O PAC 1 (lançado em 2008) previa a adequação de 1.024 km dessa rodovia, contudo, pouco mais de 10% da extensão anunciada estava pronta ao final de 2014”, é lembrado. A previsão de conclusão é somente em 30 de dezembro de 2016.
O governo federal já anunciou que a entrega a iniciativa privada de 976 quilômetros da BR-163 entre Sinop e o porto de Miritituba (PA) pode ser incluída no plano de investimentos que deve ser lançado na próxima semana. O projeto engloba a rodovia federal em Mato Grosso, do entroncamento com a MT-220 até o entroncamento com a BR-230, já no Pará, e desta rodovia, do entroncamento com a BR-163 (Campo Verde) até Miritituba.
A CNT citou ainda que as piores rotas rodoviárias do pais têm origem no Centro-Oeste, com destaque para aquelas direcionadas a Santarém (justamente pela BR-163), com 100,0% da extensão pesquisada avaliada como regular, ruim ou péssimo. “A má qualidade da infraestrutura rodoviária (no país) nas rotas de escoamento da produção agrícola é corroborada também pela avaliação dos embarcadores”, consta.

Segundo a entidade, a pesar de considerarem que há diferenças conforme os trajetos escolhidos, nenhum embarcador entrevistado avaliou a infraestrutura rodoviária como bom ou ótimo.







