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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Caminhoneiros descartam novos bloqueios em MT após tabela referencial

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Caminhoneiros que bloquearam várias rodovias estaduais e federais em Mato Grosso, na última semana, chegaram a um acordo com o Governo Federal e, momentaneamente, estão descartadas novas interdições. A informação foi confirmada, ao Só Notícias, por um dos líderes do movimento no Estado, Gilson Baitaca (que é de Lucas do Rio Verde).  “O impasse foi resolvido. Não foi da forma como gostaríamos, que era uma tabela obrigatória, mas acredito que, com o tempo, a gente consiga fazer esta modificação politicamente, por meio de um Projeto de Emenda Constitucional (PEC). Alguns deputados, inclusive, se comprometeram com a causa”, afirmou. 

Conforme Baitaca, a tabela referencial vai garantir o direito dos trabalhadores de conseguirem um preço mais justo com as contratantes. “Acredito que não seja seguida a risca, mas pelo menos ele vai poder brigar com o tomador de serviços (empresas contratantes) para que pague, senão o valor da tabela, algo próximo disso. Ainda, a tabela referencial deverá ser obrigatoriamente fixada em locais de acesso aos trabalhadores nas empresas contratantes de fretes”, ressaltou.

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Gilson ainda destacou os avanços conseguidos com as duas mobilizações feitas este ano (fevereiro e abril). “Teve ganhos que não haviam sido conquistados há 20 anos para a categoria. Algumas coisas ficaram, como a redução do óleo diesel e a tabela obrigatória. Por outro lado, conseguimos a aprovação da Lei dos Caminhoneiros e agora a tabela referencial. O que falta conseguir, será por meio de pressão e vamos continuar. Não tenho dúvidas que vamos conseguir”, apontou.

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Conforme Só Notícias já informou, caminhoneiros liberaram o último trecho de bloqueios em Nova Mutum, na segunda-feira. Foram 5 dias de interdições e manifestos. Foram bloqueados trechos da BR-163 em Sorriso, Guarantã do Norte e Lucas do Rio Verde. A BR-364 foi interditada em Rondonópolis, Diamantino e Alto Garças. A BR-174, em Comodoro, além da MT-158, em Tangará da Serra, também foram bloqueadas. Não houve resistência, nem expedição de liminar por parte da justiça, apenas a explicação dos policiais rodoviários sobre a ilegalidade do ato em dificultar o direito de ir e vir.

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Os bloqueios iniciaram os manifestos após um desacordo sobre a imposição de uma tabela com o preço mínimo do frete. No entanto, no segundo dia de protesto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a resolução instituindo o procedimento para elaboração da tabela referencial dos custos, cobrado pela categoria. A norma define que os estudos deverão ser submetidos à audiência pública, com parâmetros de referência em vigência de 12 meses, revistos anualmente. Porém, o órgão poderá rever os valores a qualquer momento.

O preço mínimo do frete considera os gastos com o caminhão no transporte como pneus, taxas e combustível. Um dos exemplos apresentados é de um trecho de 600 quilômetros, que corresponde aproximadamente o trajeto de Lucas do Rio Verde a Rondonópolis, em que o preço da tonelada seria de R$ 103,83. Hoje, conforme a representatividade do setor no Estado, o valor é de R$ 90, na safra.

Na primeira manifestação dos caminhoneiros, em fevereiro, houve desabastecimento de combustíveis, gás de cozinha e outros produtos em várias cidades do Nortão. Situação que voltou a ocorrer novamente no último bloqueio. 

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