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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia Civil comemora 173 anos de existência em Mato Grosso

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A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso comemora 173 anos, hoje, no Dia de Tiradentes, patrono das polícias do Brasil. Ao longo de quase dois séculos de existência no Estado, o órgão se vê num momento histórico, de transformação e ao mesmo tempo de resgate de sua identidade original.

Para muitos profissionais que acompanharam parte dessa evolução é incontestável o reconhecimento constitucional da Polícia Civil e, sobretudo, social, diante das lutas travadas ao longo dos anos, para garantia de direitos e avanços nas classes de delegados, escrivães e investigadores. 

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O delegado Douglas Turíbio Schutze, com 27 anos de atuação, viveu alguns dos momentos de transformação da instituição em Mato Grosso. Ele que ingressou em um dos primeiros concursos da Polícia Civil e passou por várias delegacias de polícia no Estado, sabe o que é enfrentar dificuldades territorial, estrutural e falta de efetivo.

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"Nossas viaturas eram carros que não tinham condição de trafegabilidade nas muitas estradas de terra. Não tínhamos armamento e manutenção para nossas viaturas. Trabalhei num lugar onde para se buscar o preso, tinha que trazer o preso amarrado com corda dentro de ônibus ou outro meio. Essas condições  eram muito difíceis. Tínhamos um meio de comunicação muito falho, que para conseguir falar com Cuiabá levava o dia inteiro", relembra o delegado. 

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Para Douglas, que atualmente está como regional de Peixoto do Azevedo, os tempos hoje são outros, com mais acesso a informações, qualificação, e condições melhores para o trabalho policial. "Ainda bem que as coisas mudaram. A Polícia Civil tem se transformado e conseguiu se tornar uma instituição forte e com credibilidade", analisa Douglas Turíbio. 

A investigadora Daise Beckamann Morel Luck, em maio deste ano completa 29 anos de Polícia Civil, e está há 11 anos como chefe de operações da Polícia Civil, no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciosp). A policial, que trabalhou em várias delegacias no Nortão de Mato Grosso, destaca o incremento em tecnologias como ponto forte no crescimento da Polícia Civil. 

"Nas décadas de 80 e 90 as dificuldades para trabalhar eram grande. Falta de estrada para atender ocorrências, falta de policiais, viatura, combustível e comunicação. Tínhamos uma carga horária puxada de 24×24. Hoje ainda temos dificuldades, mas longe do que era no passado. Temos tecnologias, policiais com nível superior e rapidez nas investigações", avalia. 

O delegado Nabor Fortunato Dias é da primeira turma de delegado de polícia concursado. Com 32 anos de Polícia Civil e outros 4 como policial rodoviário federal, soma-se 36 anos na atividade policial em Mato Grosso. Nabor já era concursado quando  decidiu mudar de instituição, por acreditar na possibilidade de crescimento e desafio profissional. "Nosso desafio era minimizar o crime. Logo que entrei fui designado pelo secretário para trabalhar em Poxoréu, região garimpeira, com muitas pessoas de fora e índices de homicídios", conta. 

Nabor Fortunato, há 4 anos como titular 2ª Delegacia de Polícia, antigo Cisc Parque do Lago, em Várzea Grande, conheceu vários cantos de Mato Grosso, principalmente a região Norte, Sul e Oeste de Mato Grosso. Entre desabafos da carreira, avalia que é preciso se adequar a época. "Cada época é um desafio e temos que trabalhar de acordo com a época para avançar, senão somos vencidos pelo crime. A Polícia tem sempre que evoluir e acompanhar o momento", ressalta.  

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