Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
domingo, 8 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Home › Geral
Geral

MPT aciona empresa no Nortão por irregularidades após trabalhador quase morrer soterrado

Compartilhe Facebook X Texto

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) ajuizou, na Vara do Trabalho de Lucas do Rio Verde, uma ação civil pública contra uma empresa, localizada em Tapurah. O objetivo é exigir, liminarmente, que a empresa respeite as normas de saúde e segurança do trabalho. Em 2013, um empregado quase morreu soterrado em um silo de armazenamento de soja.

Na época, o boletim de ocorrência lavrado pela Polícia Militar assegurou que o trabalhador vitimado "não utilizava nenhum equipamento de segurança no momento do acidente". Em seu depoimento, prestado ainda no hospital, a vítima relatou que "fora sugado pela soja" e "socorrido pela testemunha que tentou tirá-lo e que, em seguida, desobstruiu sua cabeça para que pudesse respirar". Ele também afirmou que "a empresa não dispunha de equipamentos de segurança suficientes para todos os funcionários".

Publicidade
E-02 · 300 × 420

Em duas inspeções realizadas por peritos do MPT após o soterramento, ficou evidente o descumprimento das normas de proteção, entre as quais se destacam a falta de capacitação dos empregados, de EPIs e de procedimento para realização do trabalho em espaço confinado.

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémConta de água fica 2,76% mais cara em município do Nortão  

Segundo consta nos relatórios, a empresa descumpre vários itens do Programa de Gestão de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados, tendo sido verificada, por exemplo, a ausência de cone de sinalização, limitador de acesso à área de risco, lanterna antiexplosão e sistema de trava-queda utilizado em resgate.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

"Se a empresa estivesse adotando as recomendações previstas nas NRs [Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego], em específico a NR 33, o acidente seria evitado, sendo que a empresa ainda continua, após o acidente, não adotando as medidas de segurança", afirma o perito.

A procuradora do Trabalho, Thalma Rosa de Almeida, que conduz a ação, afirma que a empresa se recusou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). "Desta forma, considerando a persistência das irregularidades, considerando a gravidade do acidente ocorrido, considerando que a atividade executada pela ré em espaços confinados traz alto risco para a vida dos trabalhadores, o que demanda que cumpra exemplarmente com as normas previstas na NR 33, considerando a negativa de firmar Termo de Ajuste de Conduta, não restou ao MPT alternativa senão a propositura da ação".

O MPT pede, na ação civil pública, que a empresa impeça que funcionários não qualificados atuem em espaços confinados, que promova, a cada doze meses, um curso de capacitação para os empregados que trabalham diretamente nos silos, e que implemente o Programa de Gestão de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados, sob pena de multa diária de R$ 4 mil.

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Geral

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé