Alta Floresta: Sintep e prefeito se reúnem com MP mas não chegam a acordo para acabar greve
Mesmo com a intermediação do Ministério Público Estadual, prefeitura e Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep) não chegaram a um acordo e a greve na rede municipal de ensino, que começou no último dia 10, vai continuar. A presidente do Sintep, Meire Mazureki, disse, ao Só Notícias, que “foram tentado vários acordos, mas a prefeitura permanece irredutível. Foi nos sugerido pela promotora que entrássemos com uma ação judicial sobre a questão da equiparação salarial e cumprimento do piso nacional. Por enquanto, permanecemos em greve”.
A intermediação do MP foi uma solução para o impasse discutida durante uma assembleia com professores e demais funcionários, ontem, após reunião com o prefeito Asiel Bezerra. "O prefeito disse que está no limite com gastos de pessoal e, por este motivo, a própria prefeitura acha melhor que haja esta intermediação", havia explicado Meire.
Conforme Só Notícias já informou, prefeitura propôs 7% de correção salarial e a categoria quer 13% para o piso ser de R$ 1.918 (valor nacional). A prefeitura alega que, se conceder os 13% reivindicados, vai estourar o limite prudencial permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 54%, o que trará consequências negativas para a prefeitura, podendo o prefeito ter as contas reprovadas e ficar inelegível. Mas o gestor disse que, com o percentual proposto, “nenhum professor ganhará menos que o piso salarial instituído pelo Ministério da Educação". Alta Floresta tem cerca de 550 profissionais e são 17 unidades escolares (incluindo creches).








