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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Justiça federal extingue processo que pedia volta da Itália de menina sequestrada

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A Justiça Federal de Mato Grosso extinguiu, sem resolução do mérito, o processo que pedia a repatriação da menina Ida Verônica Feliz, 10 anos, para o Brasil. Ele foi sequestrada em Cuiabá em abril de 2013 e localizada em janeiro deste ano morando na cidade de Cassola, na Região de Vicenza, na Itália, com os pais biológicos, a dominicana Elida Isabel Feliz, 37 anos, e o italiano Pablo Milano Escarfulleri, 48 anos, ambos traficantes internacionais. Eles são apontados como os mandantes do sequestro.

A decisão é do juiz federal Raphael Cazelli de Almeida Carvalho, da 1ª Vara Federal, em Cuiabá. O magistrado não viu elementos que pudessem subsidiar o pedido de volta da criança ao Brasil de forma que apenas o pedido de guarda definitiva feito pela família adotiva da menina em Cuiabá deve seguir adiante. Porém, na Justiça Estadual.

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Na decisão, assinada pelo magistrado no dia 23 de janeiro, foi determinado que os autos sejam remetidos novamente para a Justiça Estadual para ter sequência somente o pedido de adoção da criança pela dona de casa Tarcila Goncalina de Siqueira. Antes disso, o processo tramitava na 1ª vara da Infancia e Juventude de de Cuiabá, sob responsabilidade responsabilidade da juíza Gleide Bispo dos Santos. A magistrada enviou o caso à Justiça Federal no dia 4 de setembro do ano passado por se tratar de um sequestro internacional. Na esfera federal, o processo passou a tramitar no dia 12 de setembro de 2014.

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Não há muitos detalhes no despacho publicado nos autos. Mas conforme a publicação, o juiz não viu elementos para que o processo continuasse tramitando na Justiça Federal. O fato de a menina não ter nacionalidade brasileira e a família adotiva não ter a guarda definitiva da menina, são fatores que podem ter contribuído para a decisão do juiz em não proferir uma decisão solicitando a volta dela para o Brasil.

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“Em face do exposto, há que se declarar a extinção do feito sem julgamento do mérito em relação ao pedido de adoção de medidas necessárias para o retorno da infante ao Brasil, nos termos do art. 267, VI do CPC. II – Subsistindo tão -somente o pedido de guarda definitiva, remetam-se os autos ao Juízo da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude da Comarca de Cuiabá/MT”, diz a publicação.

De acordo com o chefe da 1ª Vara Federal, o processo tramitava sob segredo de Justiça. Porém, agora com a decisão do juiz Raphael Cazelli, a ação deve ser arquivada.

Conforme o Gazeta Digital apurou, a advogada da família no processo, Rosarinha Bastos, está afastada de suas funções por motivos de saúde, mas o filho dela que também é advogado, Ale Arfux Júnior, acomapnha os processos que sua mãe atua. No caso em questão, ele ainda não recebeu qualquer notificação sobre a decisão que mandou extinguir o processo. Ale relata que quando for notificado vai comunicar a família e caso se tiver interesse de recorrer ele vai orientar como proceder.

Entenda – A menina Ida Verônica Feliz foi entregue aos pais adotivos quando ela tinha 3 meses pela mãe biológica, Elida Isabel Feliz. Ela, juntamente com o pai da criança, Pablo Milano Escarfulleri, foram presos logo depois por tráfico internacional de drogas. De acordo com o delegado da Polícia Civil, a menina viveu no Brasil por mais de 8 anos com a família adotiva, não tendo nunca recebido visitas dos pais biológicos. Eles também são acusados de mandar sequestrar outro filho, que vivia em Santa Catarina.

A criança vivia em Cuiabá quando foi quando foi levada de dentro de casa no dia 26 de abril de 2013 por homens armados. O processo de guarda para a família cuiabana não havia sido concluído quando ela foi retirada à força da família brasileira a mando dos pais biológicos. Ambos estão com mandados de prisão em aberto decretados pela Justiça Estadual e podem ser presos a qualquer momento caso venham ao Brasil.

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