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sábado, 7 de novembro de 2026
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Secretaria estadual realiza mutirão para aperfeiçoar trabalho da Central de Monitoramento

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A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) está realizando um mutirão na Central de Monitoramento Eletrônico com o propósito de aprimorar o serviço prestado pelo setor. “Objetivamos sanar todas as violações e pendências do Sistema de Monitoramento Eletrônico e dar início à construção de um Procedimento Operacional Padrão (POP), a exemplo do que foi confeccionado para o Sispen”, informa o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Fernando Lopes.

De acordo com o gestor, os trabalhos estão sendo feitos de forma integrada, com o acompanhamento da gestora da Central e dos servidores lá lotados. Cinco analistas de Inteligência de diversos núcleos trabalham sob supervisão de um analista lotado na Diretoria de Inteligência (Dipen). O trabalho será desenvolvido num prazo de 10 dias.

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“Todo o andamento será registrado em ata, de maneira pontual. Ao término dos trabalhos, deverá ser elaborado relatório com os resultados obtidos, bem como sugestões, críticas resoluções que sirvam para o aprimoramento dos trabalhos da Central”; explica Lopes.

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Esta é mais uma ação que visa aprimorar o trabalho da Central. Em julho, as secretarias de Segurança Pública (Sesp) e de Justiça e Direitos Humanos assinaram um termo de cooperação que ampliou a rede de monitoramento dos cerca de 2,4 mil recuperandos do Sistema Prisional de Mato Grosso que estão em liberdade com uso de tornozeleiras eletrônicas.

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Agora, todos os profissionais que atuam nos departamentos de Inteligência da Segurança Pública (Sesp, Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar) passarão a ter também acesso compartilhado ao sistema. Para o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Márcio Dorilêo, existe a necessidade de integrar e fortalecer a execução da política de monitoramento eletrônico, para o bem da sociedade. “A tornozeleira é um instrumento de alternativa penal e de reinserção comunitária de forma progressiva. E precisamos de um controle eficaz e integrado”.

Desde julho a Sesp, em parceria com o Sistema Penitenciário (Sispen), atua para capacitar parte dos profissionais da Inteligência no monitoramento eletrônico. A meta é que, em curto prazo, todos os servidores da Inteligência estejam preparados para operar o sistema.

As tornozeleiras eletrônicas representam uma ferramenta internacional de política criminal. Elas foram implantadas no final da década de 70, a partir da demanda gerada por um magistrado federal nos Estados Unidos.

A tecnologia foi difundida no mundo e chegou ao Brasil em 2010 com alterações da legislação, sendo implantada como uma alternativa penal e metodologia de acompanhamento e fiscalização do cumprimento de penas.

O aparelho pode ser utilizado pelos sentenciados no regime de progressão de pena e também nos casos de presos provisórios, que aguardam a sentença do Poder Judiciário. Mato Grosso implantou o sistema de acompanhamento em setembro de 2014 com pouco mais de 300 tornozeleiras ativadas.

Hoje são mais de 2,4 mil recuperandos que utilizam o aparelho, número menor apenas que o do estado de São Paulo (SP), que monitora 4,2 mil pessoas.

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