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Após decisão do STF, federação teme proibição do rodeio em Mato Grosso

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A proibição da vaquejada no Ceará pelo Supremo Tribunal Federal já preocupa a Federação Mato-grossense de Rodeio (FMTRO). A prática, tradicional no Nordeste, foi considerada “cruel” e pode embasar a proibição de eventos semelhantes em outros Estados, como o rodeio, por exemplo. “É uma decisão que vem contra o nosso esporte. Ficamos preocupados, pois, se isso chegar a acontecer em Mato Grosso, são milhares de pessoas que trabalham e sustentam suas famílias”, disse, ao Só Notícias, o presidente da FMTRO, Renato Bavaresco.

Segundo ele, a economia estadual também será prejudicada, caso o rodeio seja proibido. “É um esporte que tem uma grande agregação de público nas exposições. A gente vê o rodeio de uma forma muito positiva, em nível de Mato Grosso e de Brasil. Caso haja proibição, milhares de pessoas perderiam o emprego. O que queremos, na verdade, é uma lei para regularizar a atividade”.

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Apesar do temor com uma possível proibição, Renato garante que há muitas diferenças entre a vaquejada nordestina e o rodeio praticado em Mato Grosso. “Os touros são criados exclusivamente para as montarias e são muito bem tratados. É como ocorre nos Estados Unidos. Além disso, o cowboy utiliza rosetas (parte móvel da espora) que não machucam os animais. O esporte se profissionalizou no Estado e a gente segue, à risca, as normas técnicas aprovadas pelo Senado”, explicou.

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No final de 2015, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava casos de maus tratos de animais apresentou parecer final em que recomendava a proibição do uso de animais em rodeios, vaquejadas, além do endurecimento das penas para quem promove rinhas de galo, que já são proibidas. Na análise do parecer, em fevereiro deste ano, no entanto, os deputados aprovaram três destaques ao texto e retiraram o pedido de proibição dos rodeios, vaquejadas e clubes do laço.

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Apesar disso, na última semana, o STF, por seis votos a cinco, julgou inconstitucional a lei do Ceará que regulamentava a vaquejada como prática cultural e esportiva. A vaquejada, que passa a ser considerada ilegal, era uma tradição em muitos estados do Nordeste e chegava a reunir 60 mil pessoas por dia de prova. Durante a competição, o boi é solto na pista e dois vaqueiros tentam dominar o animal pelo rabo, que tem que cair entre duas faixas demarcadas na pista. A estimativa é que, na região, 600 mil pessoas trabalhassem direta ou indiretamente com a prática. 

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