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sábado, 7 de novembro de 2026
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Juíza condena policial militar por morte de pedreiro em Sinop

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A juíza da 1ª Vara Criminal, Rosângela Zacarkim, condenou o policial militar Evanildo da Silva Moreira Lopes, a 5 anos e 6 seis meses de cadeia, em regime semiaberto, pela morte do pedreiro Tiago Maurício Rodrigues dos Santos, 23 anos, ocorrida em julho de 2008, dentro de uma cela da delegacia municipal. O policial, lotado no Comando Regional de Sinop, não perderá o cargo, medida que a magistrada julgou “desnecessária”, por enquanto. Evanildo foi sentenciado por lesão corporal, com resultado morte, e poderá recorrer em liberdade.

Os outros dois militares que eram réus no processo, Elton de Siqueira Campos, lotado em Sinop, e Alexandre José Dall Acqua, lotado em Lucas do Rio Verde, foram absolvidos por falta de provas. A magistrada também extinguiu o processo, sem resolução de mérito, que apurava o crime de tortura contra o irmão de Tiago, Dione Rodrigues dos Santos, 24 anos. Ele também havia sido preso na mesma ocasião.

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Os três policiais militares foram denunciados por tortura seguida de morte pelo Ministério Público Estadual (MPE), no entanto, Rosângela desclassificou o tipo de “delito”. O entendimento da Promotoria contrariava o inquérito policial, que havia indiciado apenas Evanildo por lesão corporal seguida de morte.

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Conforme Só Notícias já informou, Evanildo contou que, no dia do crime, estava de folga e andava de moto com um amigo pela cidade, quando foi surpreendido por um carro prata, que o tirou da pista. O passageiro, segundo ele, fez vários disparos, o motivando a ir até a delegacia em busca de reforços. Os policiais Elton e Alexandre estavam de plantão e o acompanharam nas diligências.

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Em uma rua da cidade, Evanildo teria reconhecido o carro utilizado pelos supostos atiradores. Os policiais, então, aproximaram-se e retiraram os dois irmãos do veículo. O grupo procurou a arma no interior do carro, mas não encontrou. Dione e Tiago foram levados à delegacia, onde teriam sido submetidos a agressões físicas e psíquicas. O objetivo seria obter uma confissão dos jovens sobre a localização da arma de fogo, utilizada no suposto atentado contra Evanildo.

Tiago, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu, após um chute na região do pescoço. Ele ficou desacordado e chegou a ser levado ao hospital pelos policiais, mas não chegou a receber atendimento, porque estava morto. Na época, Evanildo confessou o crime e inocentou os colegas Alexandre e Elton. 

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