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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Presidentes de câmaras no Nortão votarão contra desarmamento

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No próximo dia 23 de outubro, os brasileiros estarão decidindo se o comércio de armas e munições deve ser proibido no Brasil. O Referendo do Desarmamento está gerando muita polêmica. Na semana passada, foi divulgado o resultado de uma pesquisa do Ibope, onde 49% se mostrou contra e 45% se posicionou a favor.

Se depender de boa parte dos presidentes de Câmaras Municipais do Nortão, a tendência pelo Não, deve prevalecer. Dos cinco ouvidos por Só Notícias, todos se mostraram contrários. Santinho Salerno (PSDB), presidente da Câmara de Sorriso, é contra porque acredita que primeiro teriam que ser desarmado os bandidos e não os cidadãos de bem. “O cidadão vai ficar desprotegido a partir do momento que o comércio for proibido, porque será uma forma dos bandidos terem certeza que ele não terá uma arma em casa para se defender e defender sua família”, afirmou.

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O presidente da Câmara Municipal de Sinop, José Pedro Serafini (PSDB), também vai votar Não. Ele defende que primeiro é necessário fazer uma reestruturação da segurança pública no país, acabando com a divisão entre Polícia Civil e Polícia Militar. “Tem que haver uma ação conjunta entre as duas instituições. O governo e a sociedade devem agir juntospara promover o desarmamento da bandidagem. Ter ou não ter uma arma dentro de casa cabe à família decidir. Não cabe ao governo tirar esse direito do cidadão”, afirmou.

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Marli Ventura (PPS), presidente da Câmara de Lucas do Rio Verde, também vota Não. “As vidas das pessoas de bem não serão protegidas e ficarão mais expostas às pessoas do mal.É preciso desarmar os maus brasileiros para que nós possamos viver com mais segurança. Afinal, tudo que é proibido é mais cobiçado”, ressalta a vereadora. Por outro ângulo, segundo ela seria mais importante e conveniente que fosse investido todo o dinheiro que está sendo gasto nesse referendo em necessidade básicas da população brasileira como, educação, saúde e emprego. “O povo brasileiro necessita de mais informações, de mais educação, de mais oportunidades. Vale apena ressaltar que onde é investido nessa área, a violência é muito menor. É educando a população que se atinge todos os objetivos referentes à segurança e não desarmando quem necessita se proteger e proteger sua família e seus bens. Precisamos defender nossos direitos”, conclui.

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Elói Fellini, presidente da Câmara de Santa Carmem, também defende o direito do cidadão à própria defesa. “Estão querendo tomar esse direito. Já existe uma lei que controla o comércio de armas. Para que então gastar tanto para promover esse referendo?”, questiona. ” Sou contra posse de arma, mas no caso dessa lei que estão querendo impôr, vou votar contra”, afirmou. Segundo ele, o cidadão de bem será o mais prejudicado porque “bandido não compra arma legalmente”. O Governo, afirma ele, deveria priorizar outras áreas, principalmente a Educação e aparelhar melhor a polícia.

Dari Leobert (PDMB), presidente da Câmara Municipal de Vera, explicou que é contrário à proibição de vendas de armas “porque a polícia brasileira já é bastante frágil. O único que ganha com essa lei é o bandido, nós, cidadão, vamos ficar ainda mais frágeis. Esses artistas que pregam o voto pelo sim, acho que é uma hipocrisia muito grande. A gente vê que quando eles se deslocam de um lugar para outro, tem 4 ou 5 seguranças. Ou seja, eles estão bem seguros. Querem pregar inverdades”, afirmou.

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