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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Pedro Henry confirma que enfrenta julgamento e nega renúncia

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O prazo concedido pelo presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Ricardo Izar (PTB-SP) para que os deputados acusados no esquema do “mensalão” renunciem foi desconsiderado pelo deputado Pedro Henry (PP-MT). O parlamentar mato-grossense assegurou que pretende enfrentar o julgamento e insistiu na tese de que não existem provas de seu envolvimento no escândalo. “Não ganhei esse mandato. Ele foi conquistado pela confiança do povo do meu Estado” – disse o parlamentar. Ao todo, 13 deputados vão ser julgados por quebra de decoro parlamentar.

Na terça-feira, Henry tentou interromper a votação pela Mesa da Câmara do relatório da Comissão de Sindicância da Corregedoria da Câmara que recomenda a abertura de processo contra ele e mais 12 parlamentares. Henry chegou a enviar à Mesa Diretora da Câmara documentos que tentam que são inocentes, mas os papéis não foram analisados, sendo anexados às representações que serão enviadas ao Conselho de Ética.

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Nas contas políticas, Henry e mais 7 dos 13 deputados acusados de quebra de decoro parlamentar por causa das denúncias do mensalão vão mesmo enfrentar os processos de cassação, sem apelar para a renúncia ao mandato. Dos 6 petistas que tiveram processos enviados ao Conselho de Ética esta semana, Professor Luizinho (SP) e João Magno (MG) já resolveram não renunciar. Os demais são os três denunciados do PP – o presidente do partido, Pedro Corrêa (PE), o líder José Janene (PR), e Vadão Gomes (SP) -, o pefelista Roberto Brant (MG) e Wanderval Santos (PL-SP).

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O prazo para a renúncia em tempo de salvar a candidatura em 2006 acabará na segunda-feira, quando o Conselho de Ética deve abrir os processos. Mas os acusados do PT articulam-se para ganhar mais tempo: João Paulo Cunha (SP), Paulo Rocha (PA), José Mentor (SP) e Josias Gomes (BA) avaliam a conveniência de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão da Mesa Diretora de aprovar a remessa de todos os casos juntos ao conselho.

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Eles estão convencidos de que a Mesa desrespeitou o direito ao “devido processo legal”, garantido pelo Supremo, ao julgá-los “em pacote” e sem diferenciar penalidades. Ao mesmo tempo, porém, temem que o apelo à Justiça irrite os colegas deputados que darão a palavra final sobre cada caso. Por causa disso chegaram a pensar em recorrer ao plenário da Câmara contra a decisão da Mesa.

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