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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Serys eleita presidente do PT e deve enfrentar Blairo ano que vem

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A senadora Serys Slhessarenko é a nova presidente do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso. Ela conquistou mais de 3.200 votos – ainda faltam ser computados os sufrágios dos petistas da cidade de Luciara, no Vale do Araguaia – para a homologação do resultado. Mais que vencer a disputa contra o “Campo Majoritário”, a senadora conseguiu viabilizar o seu projeto político, qual seja, a de ser candidata a governadora nas eleições do ano que vem. Vai enfrentar Blairo Maggi, candidato declarado a reeleição. “Que venha o PT” – reagiu.

A menos que haja surpresa de última hora – como foi o próprio Maggi em 2002 – a eleição de 2006 deverá ficar mesmo polarizada entre a candidata do PT e o governador. Até aqui, PSDB e PMDB, além do próprio PFL, que vive a “flertar” com uma candidatura própria, não esboçaram nenhum interesse mais profundo pela sucessão de Blairo: pelo menos, nenhum nome foi trabalho para tal. No quadro de hoje, uma ou outra candidatura “nanica” pode surgir no cenário, sem maiores complicações.

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Em verdade, Serys já era candidata natural do PT ao Governo em 2006. No entanto, havia risco. O “Campo Majoritário”, dominado por Alexandre César, Carlos Abicalil e Ságuas Moraes amargam a derrota interna no partido baseada em duas frentes: a primeira, pelo desgaste do grupo em função do envolvimento de seus líderes em escândalos financeiros, como o Caixa 2 na campanha e o “mensalão”; a segunda, pela defesa mais intransigente do projeto nacional da sigla, que prevê a busca de aliados em quase todas as definições partidárias para sustentar a reeleição de Lula – o que inclui negociar a candidatura ao Governo.

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A dúvida sobre o destino do PT em 2006 acabou. Serys é a candidata. E Maggi se diz pronto para a disputa. “Que venha. Pode vir. Quem quer disputar eleição não escolhe adversário. Não adianta” – disse, usando a mais velha de todas as receitas políticas. O governador se diz pronto até mesmo para o aprofundamento das críticas ao seu Governo. Aliás, tais críticas ao comportamento político-administrativo de Maggi vinha sendo feito sistematicamente por parte da senadora. Com a vitória nas eleições internas, Serys deverá levar organicamente o partido – e em caráter oficial – para a oposição.

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“O Governo foi feito para criticar e também receber críticas dos adversários e ser elogiados pelos amigos” – salientou, ao analisar o quadro que se desenha a partir do PED do PT. Maggi confirmou a realização nesta segunda-feira de uma reunião entre o secretário-chefe da Casa Civil, Luís Antônio Pagot, o presidente do Diretório Regional do PPS, Roberto França; o presidente do Diretório Regional do PFL, Jaime Campos, e, ainda o senador Jonas Pinheiro (PFL). Na pauta, evidentemente, a aliança entre os dois partidos para 2006. Maggi não soube dar maiores detalhes do que eles discutiram, mas descartou a abertura de novos espaços em caráter partidário, uma das maiores reclamações do PFL.

Maggi sustentou a tese de que seu Governo “é apolítico”, ou seja, não tem cores partidárias. A dinâmica de ocupação dos cargos é diferente do que foi no passado, segundo ele. “Não vou fatiar o Governo” – frisou, ao lembrar que antigamente um partido administrava uma parte do Executivo. Isso acabou, garante. “Eu sou o comandante” – acentuou Maggi. Nos cargos públicos estão vários membros partidários, mas, segundo ele, o que vale é o perfil da pessoa. “Essa regra também vale para o próprio PPS” – salientou.

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