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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Política

Oposição protocola pedido de cassação do presidente da câmara

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Os partidos de oposição entregaram ao presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), representação pedindo abertura de processo de cassação contra o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE).

Assinaram o pedido PFL, PSDB, PPS, PDT e PV. A ala esquerda do PT também assinou. A deputada Luciana Genro (PSOL-RS) endossou o documento em nome do partido.

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A oposição havia ameaçado na semana passada obstruir os trabalhos da Câmara caso Severino continuasse no comando, mas anunciou hoje que desistiu da idéia.

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Ontem, o líder do PT na Casa, deputado Henrique Fontana (RS), chegou a informar que o partido assinaria a representação, mas voltou atrás no final do dia devido à falta de uma posição partidária sobre a questão.

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No entanto, um grupo da esquerda do PT vai acompanhar a oposição durante a apresentação da representação no Conselho.

Severino é acusado pelo empresário Sebastião Buani de ter cobrado propina para a renovação do contrato de um restaurante da Câmara.

Na última segunda-feira, os parlamentares da oposição já haviam protocolado na Mesa Diretora da Casa documento pedindo o afastamento temporário de Severino do cargo, alegando que as investigações sobre o “mensalinho” poderiam ser comprometidas.

Severino descartou a possibilidade de afastamento do cargo e negou as acusações de corrupção.

As acusações do pagamento de propina ao presidente da Câmara foram reforçadas com a divulgação de um documento publicado no site da revista semanal “Veja”. Datado de 2002, o documento é assinado por Severino e prorroga a concessão para o restaurante Fiorella, do empresário Sebastião Buani, no 10º andar do anexo 4 do Congresso até 2005.

Severino afirmou que o documento apresentado para provar que autorizou indevidamente a prorrogação do contrato é falsificado. Ele afirmou ainda que o documento foi periciado a seu pedido e que é “fraudulento”.

O presidente da Câmara é acusado de receber R$ 10 mil por mês de Buani, para permitir que o empresário explorasse a concessão do restaurante. O pagamento da propina teria sido feito por Buani para manter seu estabelecimento em funcionamento, mesmo após o fim de uma prorrogação de contrato.

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