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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Serys diz que Alexandre fez campanha “milionária” e com dinheiro suspeito

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A luta pela direção estadual do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso ainda promete capítulos de muita emoção, com a possibilidade de revelações comprometedoras. No final de semana, em novos debates envolvendo os candidatos do partido, a senadora Serys Slhessarenko voltou a carga contra Alexandre César, do Campo Majoritário. Segundo a senadora, Alexandre utilizou recursos milionários na campanha – dinheiro que, segundo Serys, tem origem claramente duvidosa.

Candidato derrotado ao Palácio Alencastro nas últimas eleições, César passou a ser alvo de críticas da senadora Serys, após a divulgação de que a Direção Nacional do partido teria utilizado “Caixa 2” para financiar candidaturas petistas em todo o país. “Queremos resgatar o PT dos dirigentes equivocados que hoje compõem a maioria da direção nacional e de Mato Grosso, que muito contribuíram para levar o PT à atual crise de identidade”, alfinetou Serys, que também defendeu lançamento de candidatura própria do PT ao Governo do Estado, em 2006.

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Ela também condenou César pelo amplo arco de alianças firmado no segundo turno, com partidos “que não possuem nenhuma afinidade ideológica com o PT e que sempre combatemos”. Entre eles, o próprio acordo com o governador Blairo Maggi, conduzido a um entendimento que só agora começa a se desfacelar, com o afastamento do chefe do Executivo do presidente Lula.

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Alexandre César é o atual presidente do Diretório Estadual do PT em Mato Grosso e membro da corrente petista denominada “Campo Majoritário” – também composta pelo deputado federal Carlos Abicalil e deputado estadual Saguás Moraes.

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Os ataques da senadora, porém, tiveram resposta. Alexandre César, a exemplo do que já disse em outras ocasiões, colocou em dúvida a lisura de Serys no que diz respeito a eleição ao Senado. Alexandre disse que a vitória da petista. foi fruto de um acordo com o PFL, feito “por debaixo dos panos”.

Tanto Alexandre como Serys, no entanto, evitam avançar na questão. As acusações mutuas fazem parte apenas de uma luta interna no partido. O vereador Ludio Cabral, por exemplo, disse que tanto Serys como os demais petistas que ocupam cargos eletivos são responsáveis pelo rumo tomado pelo PT à época das eleições. Tanto que todos fizeram campanha aberta a César e participaram das carreatas e comícios. “Todos os membros do PT em Mato Grosso, independente de pertencer ao campo majoritário ou minoritário, são culpados pelos erros cometidos na campanha. Houve falta de ética e descompromisso daqueles que não concordavam com os rumos tomados. Porque ninguém levantou a voz na época e se opôs ao projeto adotado?”, indagou.

O Processo de Eleições Diretas do Partido dos Trabalhadores ocorre em todo o país no dia 18 de setembro, das 9 horas às 17 horas. Estão em disputa 10 chapas nacionais e sete candidatos (as) à presidente do Diretório Nacional. Em Mato Grosso, quatro chapas e quatro candidatos a presidente disputam o Diretório Estadual do PT. No Estado, estão aptos a votar 14.820 filiados e no Brasil, 826.275 filiados, distribuídos em 4.637 municípios.

Serão realizados 10 debates nos pólos regionais em Mato Grosso, nos meses de agosto e setembro, para discutir a conjuntura estratégica partidária, plano de ação e construção partidária

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