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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Candidatos ao diretório do PT participam de debates em Mato Grosso

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Os integrantes das chapas que disputarão, em setembro, o Diretório Nacional do PT participaram de um debate, em Cuiabá, no final de semana. As críticas ao centralismo do chamado “Campo Majoritário” foram a principal tônica do debate. Este foi o segundo debate do Processo de Eleições Diretas (PED) do partido para o Diretório Nacional. O primeiro foi realizado em Campo Grande (MS). Em Cuiabá, estiveram representadas cinco das 10 chapadas que disputam a presidência do diretório. O Campo Majoritário não enviou um representante para o evento. O próximo debate será em Goiânia (GO).
Estiveram representadas as seguintes chapas: “Movimento” (o deputado estadual de Mato Grosso do Sul, Pedro Teruel, representou a candidata Maria do Socorro); “Terra, Trabalho e Cidadania” (o militante do PT de Cuiabá, Robson Ciréia, representou o candidato Markus Sokol); “A Esperança é Vermelha” (representada pelo candidato Valter Pomar); “Socialismo e Democracia” (representada pelo presidente do Diretório regional do PT de Mato Grosso do Sul, Mariano Duarte Cabreira – sem candidato à presidência) e “O Partido que muda o Brasil” (representada pelo militante do PT de Mato Grosso do Sul, Renatinho Oliveira Saldanha – sem candidato à presidência). Das 10 chapas, somente seis têm candidatos à presidência do Diretório.

Conforme o presidente do Diretório Regional do PT, Alexandre César, que coordenou o debate, houve um mau entendido na participação do deputado federal Carlos Abicalil como representante da chapa “Construindo o Novo Brasil”, encabeçada por Tarso Genro. De acordo com ele, Abicalil estaria impossibilitado de participar em função de ser um dos relatores da CPMI dos Correios.

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No debate, Mariano Cabreira, da chapa “Socialismo e Democracia” foi o primeiro a falar. Ele criticou o controle das ações do partido por pequenos grupos e destacou que o PT necessitaria dar um salto de qualidade na busca da participação dos movimentos populares. Pedro Teruel, da chapa “Movimento”, lembrou que a chapa que ele representa é única com uma mulher concorrendo à presidência do partido. O deputado destacou também o bom desempenho do governo Lula, razão pelo qual deveria ter a defesa incondicional dos militantes do partido. De acordo com ele, o governo Lula tem gerado cerca de 100 mil empregos mensais, contra oito mil do governo FHC.

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O representante da chapa “O partido que muda o Brasil”, Renatinho, disse que a chapa está organizada em apenas três estados, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ele afirmou a necessidade de se respeitar o Estatuto do partido, e mudanças na sua estrutura organizacional, com vistas a facilitar o debate interno. A defesa do PT foi o destaque da fala do candidato Valter Pomar, da chapa “A Esperança é Vermelha”. Segundo ele, os representantes da direita do país querem se aproveitar dos erros do PT para atacar as virtudes do partido. Pomar criticou o “método ultra-centralista” do Campo Majoritário, “que trouxe para o partido Marcos Valério, o operador do PSDB em Minas Gerais”. Já Robson Ciréia, da chapa “Terra Trabalho e Cidadania”, criticou a falta de apoio do Diretório Nacional para a realização dos debates. De acordo com ele, a não liberação de passagens prejudicou a participação no primeiro debate, em Campo Grande.

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Em participação no debate, a deputada Vera Araújo disse que a gestão do Campo Majoritário afastou a militância do partido e que a só está havendo discussão agora por que a crise do PT coincidiu com o PED. “Não há como fazer um governo popular sem o povo estar acompanhando e participando das decisões”, destacou. Vera leu uma poesia de autoria do senhor José Gonçalo Almeida, militante do PT. Nesta, o mote é o retorno do PT que se destacou pela defesa intransigente da ética na política. A maioria dos depoimentos feitos na ocasião pregou a punição dos que se afastaram dos princípios do partido. Algumas críticas condenaram também a política de juros altos do governo.

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