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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Riva e Eliene se defendem de pedido de cassação feito pelo MPE

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O primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, deputado José Riva (PP), se defendeu, durante sessão desta quarta-feira (01), das acusações desferidas pelo Ministério Público Eleitoral sobre suposta compra de votos. O MPE pede a cassação dos diplomas de Riva e do deputado federal eleito Eliene Lima (PP) alegando também gastos ilícitos durante a campanha eleitoral.
Riva explicou que existem muitos casos parecidos em todo o Estado. “Em Mato Grosso existem pelo menos 400 casos parecidos, porque há acusação só contra o deputado Riva. A Justiça vai ter toda a oportunidade de verificar no processo que não houve compra de votos”, observou.

Eliene Lima afirmou que o Ministério Público Eleitoral cumpre o seu papel ao zelar pelo cumprimento das leis, mas “é preciso que seja também responsável na exposição pública dos eleitos e daqueles que disputaram as eleições. Lamento que o nosso nome seja colocado em um evento em que não estive presente. Não estive naquela data, muito menos no jantar”.

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Riva disse ainda estar tranqüilo, porque tudo que foi gasto durante o processo eleitoral está contabilizado. Segundo o parlamentar, o MPE faz exercício de ‘futurologia’. “Eles encontraram um dinheiro que possivelmente poderia ser entregue em determinado lugar”, observou.

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Em relação a denúncia de ter patrocinado um churrasco em Tangará da Serra, Riva afirmou que “somente eles (MPE) viram esse churrasco. Nunca estive em churrasco em Tangará da Serra. Estive lá e sai e, não vi nenhuma garrafa de água para beber. Não existiu isso. Por isso estou tranqüilo, porque temos condições de provar”.

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Já com relação ao combustível, Riva disse que o mesmo foi utilizado apenas para o carro de som e em veículos utilizados durante a campanha. De acordo com o parlamentar tudo foi contabilizado.

Riva afirmou ainda que sua defesa já está preparada. “Tínhamos consciência que isso ocorreria. Nossa defesa já está totalmente preparada e quando formos notificados, ela será entregue ao Tribunal Regional Eleitoral. Um candidato que trabalhou todos esses anos como eu, não precisaria comprar votos. Sou um deputado que luta e não preciso desse artifício”.

Já em referência ao dinheiro encontrado em Santo Antonio do Leverger no dia da eleição, Riva foi taxativo “não era somente aquilo, era mais. É que ele (Edmar Gálio) já tinha gastado um pouco. Lá tinha cabos eleitorais contratados legalmente e o dinheiro era para pagá-los. Inclusive, eles (MPE) apreenderam os contratos. Isso que é gozado. Porém nunca disseram isso”, observou.

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