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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Governo diz que Exército tem 10 mil homens prontos para atuar em SP

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o Exército poderá ocupar São Paulo quando o governo do Estado considerar necessário. Segundo ele, há dez mil homens preparados para uma possível ação militar.

“Na medida em que houver necessidade, o Exército brasileiro tem dez mil homens para ajudar a Polícia Militar de São Paulo”, disse Lula após solenidade na base de Barueri do Comando Militar Sudeste das Forças Armadas.

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O presidente garantiu que o governo federal fará tudo que puder para ajudar a sociedade paulista, “que é uma sociedade que não merece passar pelo que está passando”.

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“Não podemos ser nem ameaçados e nem derrotados pela bandidagem”, acrescentou.

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Antes de se dirigir ao quartel, Lula foi recebido no aeroporto de Congonhas pelo governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL).

Ali, os dois tiveram uma reunião a portas fechadas para debater a situação da segurança pública no Estado. Também participaram do encontro os ministros Waldir Pires (Defesa) e Márcio Thomaz Bastos (Justiça), além do comandante da PM em São Paulo, coronel Elizeu Eclair, e do comandante das Forças Armadas Brasileiras, general Francisco de Albuquerque.

De forma lacônica, Lembo deu a entender que o resultado da reunião foi positivo. “Vocês verão na próxima semana uma maior integração”, disse, sem explicar o que isso significa na prática.

Lula voltou a insistir no discurso de que, no momento da crise, não há espaço para disputas partidárias. “As pessoas estão percebendo que a gravidade exige que sejamos companheiros, que sejamos parceiros, para que a gente possa encontrar uma solução”, disse.

O ministro da Defesa seguiu a mesma linha. “Nem deve se pensar nisso [em disputa política]. E se pensar, está pensando errado”, afirmou.

“Foi uma conversa muito cordial, muito desejosa, um clima de absoluta participação. De intenções e de vontades de servir aos sentimentos da sociedade de São Paulo”, acrescentou Pires, que negou que a Presidência já tenha cogitado uma intervenção no Estado.

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