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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Ex-governador vê dificuldades em candidatura própria do PSDB em Mato Grosso

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O ex-governador Rogério Salles admitiu que a demora na definição enfraqueceu o projeto de candidatura própria do PSDB ao Governo do Estado. Ele disse quem mantém seu nome a disposição do partido, mas que já trabalha prioritariamente no projeto de disputar uma cadeira na Câmara Federal. O partido vai se reunir na próxima segunda-feira (27) em Cuiabá para definir os detalhes finais da convenção regional, marcada para o dia 30.

“A direção nacional havia pedido que não tomássemos nenhuma posição antes das convenções, em especial do PPS. Com isso perdemos um espaço importante e vejo que hoje teremos muita dificuldade em viabilizar uma candidatura própria. Mas não fugirei da raia. Se o partido decidir, estarei pronto para enfrentar o desafio”, disse.

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Salles não julgou o mérito da condução adotada pelo diretório nacional do PSDB no caso de Mato Grosso, mas considera que a decisão do PPS de não formalizar apoio à candidatura presidencial de Geraldo Alckmin frustrou os tucanos.

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“Durante todo o tempo fomos orientados a evitar aqui em Mato Grosso atritos que pudessem por em risco o acordo nacional entre os dois partidos. Isso porque a direção nacional do PSDB apostava num apoio formal do PPS. Talvez agora eles liberem o partido para fazer as composições mais adequadas. Até porque se não houve acordo, não foi por intransigência nossa”, avalia.

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Rogério Salles também falou sobre os boatos apontando uma eventual aliança entre o PPS, PMDB e o PT visando a reeleição de Blairo Maggi. A informação foi negada pelo PT e também por lideranças do PMDB, mas, para Rogério, não seria surpresa se a coligação de fato ocorresse.

“Seria incoerente, mas não surpreendente. É preciso lembrar que o Blairo apoiou o Lula na eleição passada. Não vejo problemas nisso, até porque essas negociações são feitas na base da conveniência. O difícil agora será explicar esta união para os eleitores”, ironizou.

Para Salles as conversas sobre a aproximação entre PPS e PT fortalecem as lideranças que, como ele, defendia a candidatura própria do PSDB. Mas, ao mesmo tempo, demonstram também a inteligência política de Blairo Maggi.

“Acho que ele conseguiu administrar bem para passar esse tempo todo sem oposição. Ele ficou ao largo das críticas nossas e do PFL e tem uma posição privilegiada hoje ”, concluiu.

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