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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Adversários minimizam vantagem de Lula em nova pesquisa

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Representantes do PSDB, PFL e PMDB minimizaram o resultado da pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira, que mostra o presidente Lula segue na liderança da pesquisa presidencial, com 37,5% das intenções de voto. O tucano está em segundo lugar, com 20,6% das intenções de voto, seguido por Anthony Garotinho (PMDB), com 15% –que tinha 14,4% em fevereiro.

Para Garotinho, o resultado reflete o “crescimento de sua candidatura”. “As pesquisas refletirão a partir de agora outra situação. A população começou a perceber os deslizes do atual governo”, afirmou o ex-governador e pré-candidato do PMDB.

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Para o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), o cenário seria diferente se o candidato do PSDB fosse o ex-prefeito de São Paulo José Serra. “Como Serra disputou com Lula em 2002, já havia se caracterizado como uma alternativa ao PT. Alckmin ainda não conseguiu se caracterizar em grandes espaços. Por isso a diferença entre Alckmin e Lula ainda é tão acentuada”, afirmou Bornhausen.

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O coordenador da campanha de Alckmin, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), disse que ainda é cedo para avaliar o resultado das pesquisas, já que a campanha ainda não foi iniciada. “As pesquisas agora não são relevantes. A gente tem que entender que o candidato está se colocando agora”, afirmou.

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O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), repetiu o mesmo discurso de Guerra. “A pesquisa representa este momento. Mas muita coisa ainda vai acontecer. Daqui a um mês a situação será outra. Quem está na frente agora não deve se empolgar.”

Lula

A pesquisa mostrou que o índice de intenção de voto caiu de 42,2% em fevereiro para 37,5% em abril. Para Bornhausen, esse recuo não chega a surpreender. “Acho que é uma questão de tempo ele perder apoio [do eleitorado]. Pode ser mais mais rápido ou mais devagar, mas ele vai cair”, disse.

Entre os petistas a explicação para a queda do presidente Lula está nas denúncias da oposição. “Esses diversos episódios obviamente acabaram tendo consequência. Mas é preciso notar que começam a surgir também aspectos relacionados à questão ética em torno dos candidatos da oposição”, afirmou o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

Nesse sentido, segundo ele, as denúncias não deverão influir negativamente na campanha de Lula à reeleição.

“Lula se mantém forte e é certamente um candidato de excepcionais qualidades. O presidente Lula e o PT vão se fortalecer na medida em que viermos a dar demonstrações claras de que queremos corrigir e superar os erros que cometemos, por alguns de nós e nossos adversários”, disse Suplicy.

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