Definido consórcio para asfaltar BR-163. Pagot critica ‘coordenador’
O asfaltamento da BR-163, do Nortão de Mato Grosso ao Pará, será feito através de PPP – Parcerias Público Privadas-. A decisão foi tomada, esta semana, em Brasília, em reunião dos ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Marina Silva (Meio Ambiente) e Ciro Gomes (Integração Nacional) com dirigentes de cinco maiores empreiteiras brasileiras que formarão o consórcio que pavimentará cerca de 900 km da rodovia.
Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Correa e Estacom farão a pavimentação. Ainda não foram definidos prazos. Uma nova reunião, na
segunda quinzena de fevereiro, deve definir o cronograma.
Lideranças dos Governos de Mato Grosso e Pará estiveram no encontro. O secretário da Casa Civil, Luiz Pagot, disse em primeira mão ao Só Notícias, que o modelo de pavimentação da BR-163 não será mais concessão de licitação e sim de metolodogia de parceria público privada. “É uma saída adequada desde que o projeto ande logo. Vamos dar todo o apoio. O Governo Federal quer fechar agora a equação financeira dos investimentos que serão feitos mas acho que o processo avançou bem”, disse Pagot.
De acordo com o secretário, o grande entrave das obras públicas é o licenciamento ambiental. A obra da BR-163 já está licenciada. “A maior barreira foi vencida”, afirmou.
Levantamentos iniciais apontam que seriam investidos R$ 1 bilhão na pavimentação.
Pagot disse que o Governo de Mato Grosso está preocupado com a questão do pedágio que será cobrado na 163. “Os valores não podem invabiabilizar a circulação dos grandes volumes a serem transportados pela rodovia. Pedágio tem que ser competitivo”, ponderou. “Por outro lado, este modelo de PPP dá tranquilidade porque o governo assumiu fazer uma espécie de subsídios para os pedágios, devendo ser menor que tradicionalmente cobrado em outras rodovias em distâncias semelhantes”, disse Pagot.

Do Norte e Médio-Norte mato-grossense devem ser escoada principalmente a soja (além de milho, madeira e outros produtos) até os portos paraenses para que sejam exportadas com preços mais competitivos e com maior rapidez comparando-se com com a rota atual que são os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Estima-se que, via 163 por portos do Pará, o frete será US$ 30/tonelada menor
O secretário Luiz Pagot criticou o integrante do GTI- Grupo de Trabalho Interministerial- que esteve semana passada em Sinop e Sorriso e declarou que falta engajamento político de Mato Grosso e Pará para ser feita a pavimentação da rodovia e que estaria sendo destinados recursos para a BR-158, na região do Araguaia, ao invés da BR-163.
“Este cidadão que esteve em Sinop, se apresentando como coordenador do GTI, não é reconhecido como representante do GTI (Grupo de Trabalho Interministerial) e deve estar a serviço de algum político interessado em denegrir a imagem do Governo do Estado, que sempre esteve empenhado pelo asfaltamento da 163″, rebateu.
” Considero inescrupulosas e falsificadas as declarações deste servidor que deve ser de quinto escalão ministerial e falou muitas inverdades”, acrescentou Pagot, ao Só Notícias.
Miragaya esteve reunido com lideranças políticas e de entidades como Comitê Pró-BR-163, Sindusmad, Codenorte em Sorriso e Sinop, semana passada.







