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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Deputados faltosos ameaçados de cassação

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Apesar de estarem embolsando salários dobrados, apenas 34 deputados registraram presença nos últimos quatro dias de convocação extraordinária, segundo levantamento da Mesa Diretora da Câmara. O número de registros, feitos por meio das digitais dos parlamentares, já preocupa o presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Ontem, mesmo estando fora de Brasília, Aldo voltou a pedir para assessores que enviasse aos 513 deputados o comunicado sobre as punições em relação à ausência em tempos de convocação extra.
Em 15 de dezembro, no entanto, quando anunciou a convocação extraordinária ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros, foi o próprio Aldo quem disse que a presença dos parlamentares só seria obrigatória a partir do dia 16 de janeiro, quando começam as sessões deliberativas.

No telegrama, Aldo convoca todos os parlamentares para a primeira sessão deliberativa extraordinária e ameaça os parlamentares gazeteiros até mesmo de cassação. Ele afirma que cortará salários e usa a Constituição para ameaçar os faltosos da convocação mais cara da história: R$ 100 milhões. A Constituição diz que a ausência em um terço das sessões da convocação poderá resultar na perda do mandato.

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Embora não apareçam na lista de presença, outros deputados estiveram no Congresso nos últimos dias. Eduardo Paes (PSDB-RJ), Rodrigo Maia (PFL-RJ) e ACM Neto (PFL-BA) não se preocuparam em registrar as digitais. No entanto, percorreram os corredores. Os peemedebistas cearenses Mauro Benevides e Pastor Pedro Ribeiro foram os únicos com presença registrada em todos os dias.

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Até ontem, 57 deputados e cinco senadores disseram abrir mão dos R$ 12,8 mil, referentes à primeira parcela da convocação extraordinária. Destes, 19 deputados enviaram ofício para a Mesa da Casa antes do pagamento e nem chegaram a receber o dinheiro na conta. É o caso dos líderes do PT, Henrique Fontana (RS), e do PTB, José Múcio (PE), além do vice-líder do PTB, Luiz Antônio Fleury (SP).

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Outros oito deputados optaram por indicar entidades filantrópicas – a maior parte delas nos redutos eleitorais – para que a própria Câmara destinasse os recursos. Como os salários foram liberados na semana passada, algumas instituições já começaram a receber o dinheiro.

A maior parte dos parlamentares que disse abrir mão da ajuda de custo, no entanto, recebeu o recurso extra em suas contas, mas afirmam que darão outro destino para o dinheiro. O deputado Sarney Filho (PV-MA), um destes casos, explica que houve um problema de datas de envio de ofício, mas que já providenciou a devolução. Outros, como Zico Bronzeado (PT-AC), garantem que só quando voltarem do recesso parlamentar, no dia 15 de fevereiro, mexerão no dinheiro extra.

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