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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Lula apela aos governadores para convencerem senadores a aprovar CPMF

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo hoje, aos governadores para que convençam os senadores de seus estados a votarem a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

O presidente Lula fez o pedido ao lançar o programa Mais Saúde, o PAC da Saúde, que vai precisar dos recursos arrecadados com a CPMF.

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De acordo com o Ministério da Saúde, dos R$ 88,6 bilhões previstos para o programa nos próximos quatro anos, R$ 24 bilhões dependem da CPMF e da regulamentação da Emenda 29, que estipula o percentual mínimo de repasse da União, estados e municípios para a saúde.

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“Seria extremamente importante que cada governador conversasse com os senadores do seu estado para fazerem uma reflexão sobre o que representa para cada estado a não-aprovação da CPMF”, argumentou o presidente durante a cerimônia com a presença de 20 governadores.

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Antes e depois do lançamento do programa Mais Saúde, vários governadores manifestaram-se a favor da CPMF, até mesmo os do PSDB, partido contrário à continuidade do imposto até 2011.

Lula afirmou que não é hora de “briga”, mas de convencer, argumentar e “chamar as pessoas a meditar”.

Ao lado do idealizador da CPMF, o médico e ex-ministro da Saúde Adib Jatene, Lula admitiu que na época da criação do imposto, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fez campanha contra a proposta. Mas disse que mudou de opinião, afirmando que é uma “metamorfose ambulante”, referindo-se à canção do músico baiano Raul Seixas, falecido em 1989.

“Como não tenho vergonha e muito menos razão de mudar de posição, há muito tempo digo que devo ser considerado uma ‘metamorfose ambulante’, ou seja, estou mudando à medida que as coisas mudam. Não tenho a dureza do manifesto de um partido comunista ortodoxo”, justificou.

O presidente voltou a defender que os pobres precisam mais do governo do que os ricos e a classe média. “Aqueles que utilizam as máquinas mais sofisticadas e os hospitais mais sofisticados desse país depois deduzem do imposto de renda o que pagou do plano de saúde, que deu direito a ele de usar essa máquina sofisticada. Acaba sendo o Estado brasileiro que devolve para ele o que não devolve para os companheiros mais pobres”, afirmou.

“O Estado brasileiro gasta mais com a classe média que paga [pelo atendimento médico] do que com os pobres, que se valem do SUS [Sistema Único de Saúde]”, disse.

De acordo com o presidente, o SUS democratizou o acesso ao atendimento médico gratuito. “Na mesma maca em que deita um presidente da República para fazer um exame, deita um companheiro pobre, por causa do SUS”, afirmou.

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