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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Albano recorre de decisão do TCU e diz que foi injustiçado

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O ex-secretário de Educação de Mato Grosso no período de janeiro de 1995 a janeiro de 1996, e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Valter Albano, já recorreu da decisão do Tribunal de Contas da União, que o condenou a restituir parte dos recursos de um convênio celebrado em 1994 para reforma de escolas e aquisição de material didático-pedagógico.

Na fundamentação do recurso, o ex-gestor comprova que quando assumiu a pasta, o convênio no montante de R$ 2.094.732,00 já estava com 90,01% executados pelo antecessor. Coube a Valter Albano, portanto, concluir a execução de 9,99% do objeto conveniado, o que corresponde originariamente a R$ 209.473,00.

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Somente em 04 de março de 2004, exatamente oito anos e três meses após o seu desligamento do cargo de secretário de Educação é que ele tomou conhecimento de que o TCU havia questionado procedimentos relativos ao convênio executado dez anos antes.

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Ao tomar ciência do processo, Valter Albano solicitou à Seduc os documentos hábeis a esclarecer os fatos apontados pelo órgão de controle da União. A resposta formalmente obtida junto à Superintendência Financeira do Fundo Estadual de Educação foi de que os documentos não puderam ser localizados.

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Numa segunda tentativa de obter as informações, recebeu da então titular, Ana Carla Muniz, comunicado ratificando a inexistência dos documentos e informando que o prazo de cinco anos de guarda dos mesmos já havia expirado há mais de três anos.

A impossibilidade de acesso às provas de regularidade na aplicação dos recursos, face ao longo período decorrido, foi reconhecida e destacada pela Secretaria de Controle Externo e pelo Ministério Público junto ao TCU por ocasião da instrução processual.

Entretanto, o ministro relator do processo decidiu penalizá-lo, tendo por base informações equivocadas de que ele teria sido notificado várias vezes para se manifestar em tempo hábil.

Ocorre que todas essas notificações foram feitas após a saída de Valter Albano da Seduc, que só tomou conhecimento delas em março de 2004, já que os ofícios anteriores foram encaminhados diretamente à Secretaria que não os repassou ao ex-secretário.

São esses fatos que fundamentam o recurso interposto por Valter Albano, no último dia 28, contra uma decisão flagrantemente injusta, principalmente pelo cerceamento de sua defesa. Os recursos foram corretamente aplicados e as provas poderiam ter sido entregues caso os questionamentos tivessem chegado ao seu conhecimento na época oportuna.

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