PPS cogita não aceitar Blairo para evitar perda de mandato
A decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que a fidelidade partidária vale também para governadores e prefeitos passa a ameaçar o mandato do governador Blairo Maggi, que trocou o PPS pelo PR. O presidente estadual do PPS, deputado Percival Muniz, confirmou agora há pouco, ao Só Notícias, que o partido deverá requerer o mandato do governador. “Esta não é uma posição apenas minha, mas do partido, embora este caso de Blairo ainda seja meio complexo. Não sabemos, por exemplo, se haveria nova eleição, se o vice assumiria e precisamos aguardar um posicionamento do TSE”, afirmou.
Percival não descartou a possibilidade do partido aceitar Blairo de volta na tentativa de salvar seu mandato. Mas foi enfático: “Para fazer este governo que esta aí o PPS não tem interesse em tê-lo de volta. O governo não está fazendo transformação social e deixando de lado inúmeras prioridades. Hoje o governo é trivial, igual aos do passado, com visões arrogantes, sem respeitar aliados e forças políticas, com diversos problemas que já deveriam ter sido resolvidos”, disparou.
O presidente do diretório regional lembrou que houve duas razões para Blairo deixar o PPS. “A saída do Blairo foi fruto de divergência com a direção nacional nas eleições do ano passado (quando ele apoiou Lula e a determinação do PPS era apoiar Geraldo Alckmin). Ele não seria punido se tivesse ficado no partido, mesmo não tendo cumprindo a orientação partidária. Blairo entrou no PR porque a sigla é aliada do governo Lula e esta decisão foi fisiológica pois estava em busca de cargos”.

Percival deixou claro que o partido não abrirá mão dos mandatos de vereadores, deputados e prefeitos que deixaram a sigla. “Aquilo que reivindicamos junto a Justiça dentro do nosso direito, vamos pedir. Não seremos incoerente. E os dirigentes de diretórios que se negharem a cumprir tarefeas do partido serão substituídos”, alertou.
Foram eleitos pelo PPS, além de Blairo, 5 deputados estaduais, mais de 40 prefeitos, 300 vereadores e o suplente de senador Luiz Pagot (presidente do DNIT) que foi para o PR. Hoje, o partido está com um deputado e menos da metade dos prefeitos e vereadores.







