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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

MP diz que não há provas contra irmão de Lula em exploração de máquinas caça-niqueis

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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou ontem, à Justiça Federal, 39 pessoas suspeitas de estarem envolvidas com a exploração de máquinas caça-niqueis. Entre os denunciados estão o compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Morelli Filho, e o ex-deputado estadual pelo Paraná, Nilton Cezar Servo (PSB). O grupo foi investigado pela Operação Xeque-Mate, realizada pela Polícia Federal (PF) no último dia 4. Cabe à Justiça avaliar as denúncias e instaurar os devidos processos.

A Polícia Federal havia indiciado 58 pessoas. Quinze ainda não foram denunciadas porque são acusadas de terem praticado contravenções penais e seus inquéritos foram encaminhados para a Justiça Estadual. Nos outros quatro casos, o MPF recomendou mais investigações.

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Esta é a situação do irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genival Ignácio da Silva, o Vavá. Ele havia sido indiciado pela PF por tráfico de influência e exploração de prestígio, mas para o MPF, não há no inquérito elementos que indiquem a participação de Vavá em qualquer uma das quadrilhas denunciadas.

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Em nota divulgada no início desta noite, o MPF esclarece que faltam informações sobre os possíveis beneficiários da ação de Vavá no inquérito. Além disso, faltou também a PF esclarecer as circunstâncias e os fatos concretos a que se referiam as conversas telefônicas de Vavá, gravadas com autorização da Justiça.

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Apesar de não denunciar o irmão do presidente, o MPF não descartou que ele possa ter cometido algum crime no estado de São Paulo. Por esta razão, os promotores encaminharam o inquérito para a Subseção Judiciária de São Bernardo do Campo (SP), com a recomendação de que a PF realize mais investigações sobre Vavá.

Já em relação ao deputado estadual José Ivan de Almeida, o coronel Ivan (PSB), do Mato Grosso do Sul (MS), o MPF só ao fim das investigações verificou que havia elementos de sua participação nos fato. Como o deputado tem foro privilegiado, o MPF encaminhou seu inquérito para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foro competente para julgá-lo.

Devido ao número de denunciados, o MPF optou por protocolar quatro denúncias autônomas na 5ª Vara da Justiça Federal, em Campo Grande (MS).

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