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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Após Navalha, CGU diz que Gautama não pode disputar licitações

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A Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou que o Ministério da Integração Nacional instaure processo administrativo para declarar a Construtora Gautama “inidônea”, ou seja, que não possui condições para desempanhar serviço público. A Construtora Gautama, de Salvador, foi apontada pela Operação Navalha, da Polícia Federal, como núcleo do esquema acusado de fraudar licitações públicas e desviar recursos federais de programas como o Luz para Todos.

O parecer divulgado hoje (29) é a resposta do órgão à consulta feita pelo ministério sobre as providências cabíveis em relação à Gautama, incluída em um dos consórcios inscritos na concorrência pública para obras de transposição do Rio São Francisco. Segundo parecer da Controladoria, há indícios suficientes para afirmar que a empresa “não possui idoneidade para contratar com a Administração Pública em virtude de atos ilícitos praticados”.

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Em entrevista à TV Nacional, o ministro da CGU, Jorge Hage, confirmou que o ministério não só pode como deve declarar a Gautama inidônea, “tendo em vista que já é público e notório a prática reiterada de atos ilícitos”.

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Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

A CGU orientou o ministério a intimar a empresa, possibilitando que ela apresente sua defesa no prazo de dez dias. Se não considerar os argumentos da Gautama convincentes, o ministério poderá então excluí-la da concorrência pública nº 02/2007.

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Para Hage, os efeitos da declaração não se limitam a uma única concorrência, nem se restringem ao Ministério da Integração Nacional, estendendo-se a qualquer outro setor da administração pública com quem a Gautama mantenha contrato.

“Eu entendo que esta declaração resultará não apenas no impedimento de que esta empresa concorra na licitação da transposição do Rio São Francisco, objeto da consulta do ministério, mas sim que ela se estende a todos os outros órgãos públicos, federais, estaduais e municipais” disse o ministro. “Quem não tem idoneidade para prestar serviços em um ministério, também não tem para [trabalhar com] qualquer outro ministério ou prefeitura”, concluiu Hage.

Sinop
A Gautama faz parte do Consórcio Xingu, que venceu, no final do ano passado, a licitação das obras para a rede de esgoto em Sinop, que iniciariam provavelmente mês que vem.

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