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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Proposta de zoneamento ecológico-econômico da BR-163 será apresentada no Pará

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Representantes dos Ministérios do Meio Ambiente e da Integração Nacional e de outros órgãos da administração pública apresentarão na próxima quinta-feira (29), na Assembléia Legislativa do Pará, em Belém, a proposta do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) para a região de influência da BR-163.

O documento faz parte do novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia Legal, representado pelo Plano Amazônia Sustentável (PAS), e traz um retrato das limitações e potencialidades econômicas, ambientais e sociais de uma área de 330 mil quilômetros quadrados (maior que o estado de Rondônia) e apresenta quatro cenários possíveis para o futuro, partindo do caos até uma situação próxima do ideal. “O zoneamento pode vir a ser utilizado pelo poder público do Pará para planejar o desenvolvimento sustentável da região e para ordenar a ocupação populacional”, explica o coordenador do Programa ZEE do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Estevan Del Prette.

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Segundo ele, o estudo, iniciado no segundo semestre de 2005, além de permitir ao governo do Pará debater os rumos do desenvolvimento na área com o parlamento e a sociedade, funcionará como uma bússola para a implantação do Distrito Florestal Sustentável da BR-163. “O trabalho que resultou na proposta de ZEE foi um mergulho no Pará. Durante o processo, interiorizou-se o conhecimento sobre o território do estado, o que será positivo para os gestores públicos locais”, afirmou Marcos.

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Conclusões – Entre as conclusões do estudo, aparecem sugestões de prospecção econômica, algumas inéditas, como a proposta de exploração do granito ornamental na região do município de Novo Progresso, no Sul do Pará.

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Os técnicos sugerem também que, no processo de licenciamento para obras, sejam consideradas vantagens para a região. Por sugestão deles, ao autorizar a construção de uma hidrelétrica, por exemplo, o poder público deveria exigir do empreendedor transferência de tecnologia, que a geração de energia seja voltada ao desenvolvimento local.

Depois de analisar áreas indígenas e as Unidades de Conservação, os pesquisadores propuseram, como forma de preservar a integridade natural dessas áreas, gradações tipológicas de atividades econômicas à medida que o empreendedor se aproxima daquelas áreas. Quanto mais perto, menos impactos ambientais devem causar. “Deve-se ter a preocupação permanente de agregar valor à região. Quando se decide asfaltar a BR-163, o objetivo não pode ser apenas facilitar o escoamento de soja”, diz Marcos.

Financiado pela Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA), e coordenado pela Embrapa, o zoneamento foi produzido por um consórcio de órgãos e empresas públicas. Além do MMA e do Ministério da Integração Nacional, estiveram envolvidos a Embrapa, a Universidade Federal do Pará, a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais – Serviço Geológico do Brasil, o

Departamento Nacional de Produção Mineral, o IBGE, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia.

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