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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Em Washington, Blairo reafirma que produtores devem ganhar para preservar

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A posição ambiental do novo governo americano vai aumentar a pressão para que países em desenvolvimento, como o Brasil, assumam metas de redução de emissões de CO2 na atmosfera. Essa foi uma das análises que o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, fez hoje durante encontro com estudantes e professores sobre preservação ambiental hoje, na universidade de Georgetown, em Washington e dos potenciais de Mato Grosso. Para Maggi, está claro que o governo de Barack Obama terá uma atuação muito mais ativa no debate ambiental do que a administração republicana de George W. Bush. “Quando estive na Califórnia, há 15 dias atrás, o Obama fez um anúncio de que seu governo estará comprometido com as questões ambientais, como o aquecimento global. Esse é um tema praticamente ignorado pelos republicanos”, disse.

Questionado se o Brasil será pressionado a adotar metas de redução de gases mais ambiciosas, Maggi disse que ainda é cedo para saber isso, mas lembrou que o Brasil terá um papel fundamental nas discussões. “O Brasil já tem metas e tem planos de redução de emissões de CO2 na atmosfera e poderá ser mais pressionado para diminuir o ritmo do desmatamento”, afirmou o governador.

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Ele mostrou o papel de Mato Grosso no debate ambiental e fez questão de mostrar para os americanos que a realidade dos nove estados que compõem a Amazônia Legal é distinta. “É importante ter isso em mente porque a Amazônia não é homogênea. Há muitas diferenças entre os estados que tem território no bioma”, explicou.

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Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

O governador mostrou que Mato Grosso é um estado com três biomas e com forte vocação agrícola. Outro assunto que teve destaque na apresentação e que despertou a curiosidade dos presentes foi o processo histórico de ocupação da Amazônia. “Nos anos 70 o regime militar promoveu uma intensa ocupação da região. Eles queriam levar desenvolvimento para o oeste brasileiro”. Segundo Blairo, porém, uma parte dessa ocupação foi desorganizada e se reflete nos obstáculos fundiários que existem na região.

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Apesar da queda no ritmo do desmatamento em Mato Grosso nos últimos quatro anos, Maggi disse que muito mais ainda pode ser feito para eliminar o problema. Lembrou que Mato Grosso pode aumentar a produtividade da pecuária no estado e defendeu um novo modelo de reforma agrária na região Amazônica. “Hoje temos uma cabeça de bovino por hectare. A meta do meu governo é ter cinco cabeças por hectare. Outro problema são os assentamentos na região. O pequeno assentado enfrenta muitas dificuldades para se manter e muitas vezes ele não tem outra alternativa a não ser desmatar para sobreviver”.

Maggi defendeu o pagamento de produtores por serviços ambientais como uma das formais mais eficientes para reduzir o desmatamento porque não vão abrir as áreas que têm direito para ampliar a produção agrícola e deve ser compesados por isso. A conta seria paga por organismos internacionais. Ele mostrou que a agricultura não é o grande vilão do desmatamento em Mato Grosso. “Desde 1990 o Brasil aumentou a produção de grãos em 140%. No mesmo período a área plantada cresceu apenas 30%. Ou seja, temos condições de aumentar a nossa produção sem derrubar uma árvore”, afirmou.

Logo depois da palestra Maggi se encontrou com o diretor do Centro de Estudos da América Latina de Georgetown, Arturo Valenzuela, e com o diretor do Centro de Estudos Brasileiros da mesma universidade, Bryan McCann. Nesta terça-feira, o governador se apresentará no Cato Institute, também em Washington.

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