TCU apura uso irregular de recursos públicos no Cefet de Mato Grosso
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a quatro ex-gestores do Centro Federal de Ensino Tecnológico do Mato Grosso (Cefet-MT) que apresentem justificativas por aplicarem irregularmente recursos públicos, entre os anos de 1997 e 2001. A soma dos débitos ultrapassa os R$ 700 mil. A decisão decorreu de denúncia de indícios de cobranças indevidas de taxa de inscrição e de matrícula pela Associação de Pais e Mestres (APM) da instituição.
Serão convocados justificar as irregularidades Josdyr Vilhagra, antigo diretor-geral do Cefet-MT, Pedro Alves Teixeira, ex-presidente da APM e os ex-tesoureiros da APM e Cefet-MT Maurício de Almeida Campos e Alenir Ferreira da Silva. O TCU também determinou à Controladoria Geral da União (CGU) que verifique outras possíveis irregularidades, a partir de 2001, em contratos, convênios e termos de concessão de imóvel público mantidos com a Caixa de Assistência Escolar (CAE), Fundação de Apóio Tecnológico (Fundetec) e outras entidades privadas, encaminhando relatório conclusivo ao tribunal dentro de 150 dias.
Gastos indevidos com festas e comemorações com recursos arrecadados e geridos pelo Caixa de Assistência Escolar, adiantamento de pagamentos a pessoa não designada oficialmente, impressão de agendas para alunos e outros serviços gráficos ilegítimos e pagamento extra indevido a servidores e alunos são algumas das suspeitas de irregularidades apuradas pelo tribunal. O ministro Raimundo Carreiro foi o relator do processo.








