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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Saída de Marina deve provocar mudanças na presidência do Ibama

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O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido, também estão demissionários, informou hoje uma fonte do governo. O Conselho de Gestão do Ibama deve se reunir ainda hoje para discutir a transição sobre o comando do Meio Ambiente. Mais cedo hoje, a assessoria do Ministério informou sobre o pedido de demissão que a ministra Marina Silva entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A saída de Marina Silva põe fim a um processo de desgaste da titular da pasta do Meio Ambiente que se acentuou no ano passado, quando o atraso na concessão de licenças ambientais pelo Ibama foi apresentado como o grande vilão para o não andamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O próprio presidente Lula fez críticas públicas à área sob o comando de Marina quando a falta de licenças atrasou o processo de leilão das usinas do Rio Madeira.

Sob forte bombardeio desde então, a ministra mantinha suas convicções em eventos públicos. Ainda ontem, durante lançamento do Programa Brasileiro de Inventário Corporativo de Gases de Efeito Estufa, a ministra criticou a menina dos olhos do governo Lula, o investimentos em biocombustíveis: “o Brasil não quer ser a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) dos biocombustíveis”, disse Marina à Agência Brasil. “Queremos dar nossa contribuição em relação aos biocombustíveis, mas observando nossa capacidade de suporte. E de forma que não comprometa a segurança alimentar nem a questão ambiental”. “Nossa economia depende 50% da nossa biodiversidade. Quem destruiria sua galinha dos ovos de ouro?”, indagou em Brasília.

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Marina tem uma trajetória muito parecida com a do presidente Lula. Nascida em 1958, na “colocação” (espaço explorado por uma família dentro do território do seringal) Breu Velho, no Seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre, trabalhou como empregada doméstica e alfabetizou-se pelo antigo Mobral. Após fazer o supletivo, aos 26 anos formou-se em História pela Universidade Federal do Acre.

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Em 1985, ela filiou-se ao PT e passou a participar das Comunidades Eclesiais de Base, de movimentos de bairro e do movimento dos seringueiros. Em 1984, foi fundadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre, que teve Chico Mendes como seu primeiro coordenador, com Marina atuando como vice-coordenadora. Nas eleições municipais de 1988, foi a vereadora mais votada em Rio Branco e conquistou a única vaga de partidos de esquerda na Câmara Municipal.

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Em 1990, candidatou-se a deputada estadual e foi novamente a mais votada. Marina Silva foi eleita pela primeira vez para o Senado em 1994. Na época, aos 36 anos, foi a senadora mais jovem da história da República. Em 2002 foi reeleita com uma votação quase três vezes superior à anterior

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