Acordo entre PMDB e PSDB causa racha no interior
A decisão do PMDB de acompanhar o prefeito Wilson Santos (PSDB) no processo eleitoral de outubro próximo vai causar um fracionamento político naquele que é o maior partido em nível nacional, mas que regionalmente já não participa diretamente da condução da administração pública estadual desde 1990, quando encerrou-se o mandato do hoje deputado federal e presidente do partido, Carlos Bezerra.
Com uma previsão inicial de disputar as eleições municipais em 70 cidades, a decisão do partido em Cuiabá deverá provocar um racha em muitas regiões, como no caso de Sinop, onde a liderança do deputado peemedebista Juarez Costa foi construída na oposição ao prefeito tucano Nilson Leitão. “Eu por exemplo faço parte de um grupo político e não vou sair do mesmo”, disse o vice-governador Silval Barbosa (PMDB), fazendo referência ao grupo político do governador Blairo Maggi (PR), diante das cobranças que lhe tem chegado por causa do entendimento PMDB e PSDB.
Mesmo tendo feito todos os esforços no sentido de garantir a permanência na coligação que reelegeu Blairo Maggi em 2006, o partido nunca aceitou o que lhe foi oferecido, o mesmo acontecendo com o governador, que já sinalizou no passado a intenção de se filiar ao PMDB e agora rejeita qualquer tipo de apoio do partido, principalmente por causa da sucessão municipal em Rondonópolis, reduto eleitoral tanto de Blairo como de Bezerra. O atual prefeito de Rondonópolis é Adilton Sachetti, compadre de Maggi e candidato à reeleição, mas o deputado José Carlos do Pátio (PMDB), histórico oposicionista de Maggi, lidera todas as pesquisas de intenção de votos na cidade.

“Não fui convidado para o entendimento do PMDB com o PSDB”, disse Silval Barbosa, lembrando mais a frente que em 2007, o seu partido só tinha 32 diretórios formados e passou então a constituir os demais de olho na sucessão municipal deste ano.
“Ficou acertado a preferência por candidaturas próprias para reforçar a sigla em busca de um desempenho melhor em 2010”, frisa Silval, admitindo que o partido não precisava informá-lo dos acertos municipais porque os diretórios municipais têm autonomia de decidirem seu futuro, mas deveriam ter levado o vereador Domingos Sávio e não o fizeram. “O que me preocupa são definições relativas à sucessão de 2010”, disse.
O vice admitiu que o nome do partido era Walter Rabello, que abandonou a sigla, e a falta de alternativa está levando o PMDB para compor com o PSDB, mas que isso causará problemas em todo Mato Grosso.







